Lisboa manteve o 40º lugar no ranking da Cushman & Wakefield (C&W) dos escritórios mais caros do mundo. Segundo o jornal Oje, a capital portuguesa teve uma quebra ligeira na renda prime, que no final do ano se situou nos 19 euros/m2/mês.
Sem surpresa, o ano que passou foi difícil para o sector, tendo-se registado uma quebra na procura acima dos 50%, sendo no entanto importante de notar o valor “excepcionalmente elevado atingido em 2008”.
A taxa de desocupação manteve-se abaixo dos 9% e em 2010 o volume da procura poderá recuperar ligeiramente em relação a 2009. “As expectativas para a evolução das rendas são de manutenção, ainda que em parte suportadas por uma maior propensão à concessão de incentivos por parte dos proprietários”, explicou ao Oje o partner e director do departamento de escritórios da C&W, Carlos Oliveira.
Voltando ao ranking, a cidade de Tóquio, no Japão (1.441 euros/m2/ano), regressou ao primeiro lugar das localizações de escritórios mais caras do mundo em 2010, ultrapassando Hong Kong (1.207 euros/m2/ano), que agora está na terceira posição.
O segundo lugar pertence a Londres (1.220 euros/m2/ano), no Reino Unido, o quatro ao Dubai (899 euros/m2/ano) e o quinto a Bombaim, na Índia (809 euros/m2/ano).
Completam o top ten as cidades de Nova Iorque, nos EUA (786 euros/m2/ano), Moscovo, na Rússia (768 euros/m2/ano), Paris, na França (765 euros/m2/ano), Milão, na Itália (667 euros/m2/ano) e Zurique, na Suíça (660 euros/m2/ano).
Doha, no Qatar (12º lugar), Manama, no Bahrein (22º), Riade, na Arábia Saudita (41º) Cairo, no Egipto (45º), Santiago, no Chile (51º), Lima, no Peru (62º) e Quito, no Equador (63º), são as novidades do ranking.
Já aqui referimos vezes sem conta a importância que o sector empresarial tem na sustentabilidade (num termo mais lato) de uma cidade, por isso não poderiamos deixar "escapar" esta análise da C&W. Nem que esta funcione apenas como factor de comparação com outras cidades, outros níveis de vida e estados (mais adiantados ou mais atrasados) de sustentabilidade.
A medida foi anunciada ontem pelo vereador da Mobilidade, Infra-Estruturas e Obras Municipais da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Nunes da Silva, e é referida hoje por todos os jornais. Em 2010, Lisboa vai investir 8,8 milhões de euros na reparação do pavimento de 280 ruas.
Segundo o Destak, as principais artérias a entrarem em obras já a partir de Abril serão a Segunda Circular, Calçada de Carriche, Avenida do Brasil, Avenida Padre Cruz, Praça Paiva Couceiro e a zona envolvente do Príncipe Real.
Paralelamente, também o pavimento de pequenos arruamentos de bairro vão melhorar, à medida que os esquemas de mobilidade destes são concluídos.
Segundo explica hoje ao Diário de Notícias o responsável da Direcção Municipal de Projectos e Obras, Silva Ferreira, o investimento em pavimentos aumentará este ano 40% (de 6,3 milhões para os 8,8 milhões de euros), os arruamentos intervencionados crescerão 33% (de 210 para os 280) e também a área abrangida crescerá 21%: dos 95 para os 115 mil metros quadrados.
“Estamos em situação de emergência neste sector, porque durante vários anos não se fez qualquer intervenção. O problema tem-se agravado muito nos últimos meses, porque tem chovido muito e com muita intensidade. Vai-se fazendo o trabalho de tapa-buracos, mas é só um remedeio, pois, passado algum tempo, já está tudo esburacado. Por vezes, é mesmo deitar dinheiro ao buraco ”, frisou Nunes da Silva.
E continuou: “São estruturas muito antigas e sem capacidade para o tráfego actual, que é muito intenso e inclui autocarros e outros veículos pesados que não existiam quando essas vias foram criadas. A solução de fundo só chegará no próximo ano, com o plano geral de renovação de colectores de drenagem, obras no subsolo e à superfície”.
A verdade é que, ano após ano, ou melhor, Inverno após Inverno, a situação se repete: a capital portuguesa enche-se de buracos. Haverá solução (além da monetária) para este problema?
Há ainda outra questão que queremos colocar. Não está em causa a reparação das estradas e ruas, que se saúda, a questão estará no que causa esta rápida deterioração das ruas: o excesso de tráfego. Não estará na altura dos lisboetas passarem a “copiar” a nova moda internacional de se aderir aos transportes públicos? E que medidas – para além destas – estão a ser tomadas, na capital, para incentivar os seus habitantes a faze-lo?
Às 20h30 de 27 de Março de 2010 – e durante uma hora – alguns dos monumentos mais emblemáticos de todo o mundo vão mergulhar, voluntariamente, na escuridão, em mais uma edição da acção “A Hora do Planeta”. Tudo pela sustentabilidade urbana e tendo como pano de fundo um dado muito importante: as cidades são responsáveis por 75% das emissões globais de carbono.
Em Lisboa, e como parte desta sensibilização em torno da questão das alterações climáticas, monumentos como o Castelo de São Jorge, o Padrão dos Descobrimentos, o Museu da Electricidade, o Cristo-Rei, os Paços do Concelho, a Fonte Luminosa de Belém ou a Estátua do Marquês de Pombal também vão ficar às escuras durante esta hora.
Em Portugal, por outro lado, localidades como Faro, Loulé, Águeda ou Vila Nova de Famalicão tambem vão aderir à iniciativa – que mais uma vez será organizada pela rede WWF.
“Esperamos apresentar um número recorde de cidades portuguesas aderentes à Hora do Planeta. Sabemos que os portugueses, quando são convidados a manifestarem-se por uma causa válida como é a protecção do nosso planeta vão, com certeza, aderir”, explicou Ângela Morgado, da WWF Portugal.
Globalmente, a Hora do Planeta vai chegar a edifícios como a CN Tower (Toronto), Table Mountain (Cidade do Cabo), London Eye (Londres), Grande Palácio (Banguecoque).
Também os Estados Unidos, um dos países que mais peso tem nas actuais e futuras decisões climáticas, tem uma grande lista de monumentos a participar nesta acção, como a Ponte Golden Gate, o Empire State Building, Mount Rushmore ou a própria cidade de Las Vegas!
É óbvio que esta é uma iniciativa simbólica, mas são bem-vindas todas as iniciativas que, como esta, querem recentrar a atenção dos líderes mundiais para a questão das alterações climáticas. Mais importante: pretendem dizer a todos os responsáveis políticos, associativos ou empresariais com poder de decisão em questões ambientais que diversas e diferentes comunidades estão atentas ao aquecimento global e suas consequências catastróficas.
“As cidades são responsáveis por cerca de 75% das emissões de carbono no mundo, portanto o seu papel na Hora do Planeta é absolutamente vital”, explicou Andy Ridley, da WWF. “Ao apagarem as suas luzes durante a Hora do Planeta as cidades estão a reflectir as aspirações dos seus cidadãos que querem medidas contra o aquecimento global”, continuou.
Na sua primeira edição, apenas Sidney, na Austrália, participou nesta acção, mas em 2009 já 4.000 urbes aderiram ao projecto.
Confira aqui e aqui (site internacional e português, respectivamente) ou aqui (YouTube) todas as informações sobre este grande momento global de sustentabilidade.
A cidade de Lisboa vai receber de 13 a 15 de Maio de 2010 a primeira edição da RENEXPO – Feira e Conferência Internacional sobre Energias Renováveis e Eficiência Energética – organizada pela REECO Portugal.
A feira/conferência terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa e, segundo avançou a organização em comunicado de imprensa, trata-se do primeiro evento do género – exclusivamente dedicado a este sector – realizado em Portugal.
A feira deverá ter perto de 100 expositores – 50% internacionais – sendo que a organização espera mais de 5.000 visitantes. Pode obter mais informações através deste site.
Bioenergia, cogeração e trigeração, eficiência energética de edifícios, eficiência energética de transportes e mobilidade sustentável, energia eólica, energia hídrica, energias renováveis offshore e energia solar são alguns dos temas que estarão na agenda destes dois dias.
Paralelamente, realizar-se-á também uma série de conferências sobre as energias renováveis e a eficiência energética, sendo que quatro delas estão já confirmadas.
Assim, e em parceria com a Lisboa E-Nova – Agência Municipal de Energia e Ambiente, realiza-se a 13 de Maio a “Conferência de Eficiência Energética de Edifícios”.
No dia 14 de Maio terá lugar a conferência “Energias Renováveis Offshore: Problema Insolúvel ou Futuro Promissor”?, organizada pela REECO em parceria com o Centro de Energia das Ondas (WavEC).
Estão ainda previstas as conferências “Os resíduos como matérias-primas energéticas”, em associação com o Centro para a Valorização de Resíduos – CVR e, numa parceira entre a REECO e a CEBIO – Associação para a Promoção da Bioenergia, a sessão “Bioenergia para 2020: Recursos e Tecnologias”.
Voltamos hoje a um tema a que temos dedicados vários posts – o futuro dos edifícios – para revelar um projecto desenvolvido por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e que promete continuar a “revolucionar” o mercado da construção.
Esta indústria, recorde-se, está a passar por uma das mais importantes mudanças das últimas décadas. Segundo o CEO da consultora Atkins, Keith Clarke, dentro de 10 anos a indústria da construção estará radicalmente mudada. As novas regulações para o sector da construção, que já estão a ser debatidas no mercado britânico, chegarão brevemente também à União Europeia.
Aliás, um dos principais temas da Construmat – feira de construção de Barcelona – do ano passado foi a construção sustentável, que está, de resto, a ser considerada uma das formas do sector da construção sair da actual crise. Por outro lado, as principais feiras de construção terão como tema, em 2010, a construção sustentável – ou a reabilitação sustentável.
Mas volando ao trabalho da equipa de investigadores da Universidade de Coimbra, ela descobriu que, para além de mais sustentável, a casa do futuro poderá também ser mais barata: 28% mais barata. Segundo a Agência Lusa, o projecto assenta na utilização de aço leve e deverá ter um preço “quase imbatível” para o mercado português, de acordo com o coordenador da equipa de investigadores, Luís Simões da Silva. A casa – uma habitação unifamiliar – cumpre todos os requisitos técnicos, nomeadamente em termos de segurança, conforto térmico, acústico e de eficiência energética… tudo a baixo custo.
“Esteticamente, mantém-se uma casa portuguesa”, afirmou Luís Simões da Silva à Agência Lusa. Uma das inovações é o processo modular de construção, que imprime à casa o conceito de versatilidade. Assim, e ao contrário do que se verifica com a construção tradicional, a casa pode ser modificada de um dia para o outro.
“As pessoas num dia conseguem reformular a sua casa e passar de dois para um quarto ou aumentar um quarto porque todo o processo é modular e é muito fácil conseguir ampliar a casa, mudar a tipologia sem ter de a abandonar”, revelou o investigador.
Outro pormenor (importante, nesta fase climática instável que atravessamos): a casa foi projectada para qualquer zona de Portugal e pode ser erguida na região sísmica mais gravosa – Sagres – no frio e neve da Serra da Estrela ou na ventosa zona costeira.
O facto da casa ser construída em aço leve teve como pano de fundo um desafio lançado pela ArcelorMittal, maior grupo de aço do mundo, a grupos de investigadores de oito países.
“Estamos a fazer esforços para que as empresas (de construção) comecem a aplicar este conceito”, concluiu o cientista. Se o conceito for – mesmo – ambiental e economicamente sustentável, ficamos ansiosos por esse momento.
Há dias, antes do início dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, Canadá, escrevemos aqui que a organização estava altamente empenhada na sustentabilidade ambiental do evento.
O ambiente terá sido mesmo considerado o "terceiro vértice" Vancouver 2010 tendo, aliás, sido pensado numa fase muito inicial da preparação do evento, segundo Linda Coady, do comité organizador – estas declarações, porém, foram objecto de várias críticas. Que podem ser lidas também neste post.
Voltamos a Vancouver porque a próxima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, que se realizará em 2014 em Sochi, na Rússia, está a ser criticada pela ausência de práticas ambientais.
Segundo a Fast Company, quando ainda faltam quatro anos para o evento o comité organizador de Sochi 2014 já conseguiu “contaminar a água, destruir os habitats de ursos e pássaros e deitar abaixo milhares de árvores em risco de extinção”.
Ainda de acordo com a revista, esta total falta de sensibilidade para uma questão tão… sensível, terá levado organizações como a World Wildlife Fund e a Greenpeace Rússia a suspender as relações com o comité organizador de Sochi 2014.
A questão não passa apenas pelas autoridades e organizadores russos. A Fast Company diz que Sochi não tem de prestar contas ambientais, e aí são organizações como o Comité Olímpico Internacional (COI) ou a própria Organização das Nações Unidas que devem intervir.
Até porque as cidades que concorreram aos Jogos Olímpicos de 2016 – um evento que se vai realizar no Rio de Janeiro – tiveram de provar as suas ambições ambientais e elaborar um plano sustentável para o evento.
Infelizmente, o exemplo de Sochi apenas prova o que dissemos aqui nos dois últimos posts. A intransigência política revelada pela Cimeira de Copenhaga está a atrasar e a pôr na prateleira a necessidade de termos, a toda a linha e de forma obrigatória, boas estratégias de sustentabilidade ambiental . É que, aparentemente, ainda nem todos percebemos a mensagem.
Hoje de manhã escrevemos aqui sobre o projecto de responsabilidade climática que vai requalificar o bairro do Pego Longo, em Belas, Sintra - um bairro que, curiosamente, foi construído nos anos 70 para acolher a população desalojada pelas cheias.
Como prometido, vamos agora analisar o projecto de Marlborough, no Reino Unido.
“Estão preocupados com as mudanças climáticas?” Esta é logo a primeira pergunta que podemos ler quando chegamos a este site, que promove a iniciativa.
Marlborough é uma pequena localidade que pertence a Wiltshire, no sudoeste britânico, e a iniciativa começou quando um grupo de amigos se tornou “particularmente interessado” na questão das alterações climáticas através de organizações como a Friends of The Earth e resolveu actuar como um grupo comunitário.
O projecto foi lançado em 2006 e promoveu de imediato algumas "ideias" consideradas essenciais pela Climate Pledge para que tudo corresse bem. Entre as principais promessas estavam a mudança da iluminação pública para lâmpadas mais ecológicas e privilegiar a comida produzida localmente – para além de promessas individuais relacionadas pelo consumo de energia de cada casa.
Entretanto, como explica o grupo nesta página do Facebook, um dos principais problemas prendeu-se com a questão dos transportes – uma das indústrias mais poluidoras do mundo. Segundo a Climate Pledge, o facto de Marlborough ser uma área rural impediu, de certa maneira, conseguir melhores resultados neste campo.
Numa primeira fase, apenas cem casas responderam ao apelo da Climate Pledge. No primeiro ano do projecto, porém, cada uma poupou cerca de 1,25 toneladas de carbono com estas medidas.
Hoje, já no seu terceiro ano, a iniciativa apresenta resultados bem mais significativos: o número de casas inscritas subiu para 300 e toda a comunidade está empenhada em ser responsável ambientalmente.
Um exemplo: o gerente local dos supermercados Waitrose - uma cadeia nacional - foi “suficientemente corajoso” para juntar-se aos habitantes da comunidade numa sessão de esclarecimento sobre as suas políticas “verdes”.
O resultado: prometeu diminuir o número de sacos plásticos oferecidos pela cadeia para metade – e cumpriu a promessa.
A Climate Pledge tem promovido ainda um mercado mensal onde os agricultores locais dão dicas sobre como devem os habitantes da localidade plantar a sua própria comida - e também como melhor cozinhá-la.
Pelo que podemos perceber, este projecto é ligeiramente diferente daquele que está a nascer em Sintra, mas não deixa de ser uma boa notícia conseguir perceber que o tema das alterações climáticas, apesar de ser insensível a muito dos líderes deste mundo – como a Cimeira de Copenhaga provou – não cai no esquecimento de comunidades como esta.
Paralelamente, esta iniciativa consegue ter o condão de unir a localidade de Marlborough num interesse comum a todas as gerações, funcionando também como projecto de carácter educativo e mesmo social. O que não deixa de ser um facto bastante relevante para aquela comunidade.
Aqui mesmo ao lado de Lisboa, em Belas, Sintra, está a nascer um interessante projecto de responsabilidade climática que vai requalificar o bairro do Pego Longo.
O objectivo, segundo avançou o Diário de Notícias, é equipar Pego Longo com várias infra-estruturas básicas, como a circulação de transportes colectivos, arruamentos, passeios, espaços verdes e o redimensionamento da rede telefónica e eléctrica.
“O desafio deste projecto passa por pegar no bairro, que tem diversas carências, e requalificá-lo com soluções que não prejudiquem o meio ambiente, explicou ao DN Luís Miguel Fernandes, administrador da AMES (Agência Municipal de Energia de Sintra).
“Vamos cativar empresas para vir aqui arranjar soluções como painéis solares para as habitações. As empresas são promovidas e os moradores ficam com vantagens ao adquirir esses equipamentos”, continuou o responsável.
Segundo o DN, o bairro do Pego Logo foi criado nos anos 70, precisamente para abrigar a população desalojada pelas cheias. Para além dos baixos custos nos consumos de água e luz, este projecto garante outros benefícios para o bairro, como a circulação de um autocarro.
O projecto pode ser acompanhado no Facebook aqui. Pode também consultar Pego Longo geograficamente no Google Maps aqui.
“A Vila do Clima envolve toda a comunidade de Pego Longo – um bairro com mais de 30 anos – que está sensibilizada para o tema das alterações climáticas. É um projecto inovador que pretende transformar Pego Longo num modelo de responsabilidade climática, reduzir as emissões de gases com efeitos nocivos e preparar o bairro de Sintra para um clima em mudança”, explica a página do projecto no Facebook.
Este é um projecto que, na medida do possível, iremos acompanhar no LXSustentável. Afinal, este é o tema central do nosso blog, a sustentabilidade. Muitas vezes, há a sensação que muitas das mensagens sobre sustentabilidade propostas por autarquias, empresas ou outras instituições não passam para a população. O objectivo de Pego Longo, acreditamos nós, e resolver esta questão.
Há outros projectos, internacionais, que procuram chamar a atenção das populações para a questão das alterações climáticas. Marlborough é um deles. Vamos pesquisar e voltamos à tarde com mais algumas conclusões. Até já.
O clima, novamente, na berlinda. A edição de hoje da revista Visão tem o mau tempo do passado fim-de-semana, em Portugal, como tema principal. Nem durante a Cimeira do Clima, em Copenhaga, em Dezembro último, o tema das alterações climáticas esteve tão na ordem do dia como agora.
Pode consultar a infografia da Visão aqui.
Haiti, Chile, Madeira, Península Ibérica e França (no passado fim-de-semana). “O que se passa com o tempo?” é a pergunta que a Visão coloca hoje nas bancas.
Esta é, de resto, uma questão que já tínhamos colocado aqui no blog. Vale a pena ler o artigo da Visão, por isso aproveitamos para recolocar a nossa questão: o que se passaria em Lisboa se acontecessem os níveis de pluviosidade intensos que ocorreram na Ilha da Madeira há duas semanas?
PS1: A Conferência de Copenhaga não deu em nada. Mas este ano haverá mais duas conferências climáticas para discutir. Haverá novidades (das boas, de preferência)?
PS2: A Visão actualizou hoje de manhã este tema com fotos da praia do Guincho. Onde até agora havia areal raso até ao mar surge agora uma falésia. Veja também aqui.
Bastante pertinentes os comentários do nosso leitor Luís a este post. De facto, é estranho ver cidades como Madrid ou Londres atrás de Lisboa num ranking de transportes públicos. Será apenas pelo custo do trajecto?
Analisando mais uma vez o ranking, podemos perceber que, no caso de Londres, a questão do custo dos bilhetes estará bastante relacionada com a sua má posição: 20º lugar em 23 possíveis.
A capital britânica obtém 44% nesta categoria, claramente a pior nota de todas. Para se ter uma ideia, esta é a segunda pior nota atribuída em todas as categorias de todas as cidades (a pior é Zagreb, com 43,85% em Acessibilidades) e, no caso específico de custo de trajecto, a segunda cidade mais cara, Oslo, consegue 53,63% nesta categoria.
Mas em Madrid, por exemplo, o custo dos transportes não difere muito de Lisboa. E como a capital espanhola tem uma melhor pontuação em Tempo de Percurso, apenas perde para Lisboa nas categorias Informações e Acessibilidades. Esta é a diferença.
Aliás, e comparando todas as cidades avaliadas, nota-se que as áreas metropolitanas onde o custo do trajecto é muito barato, como Praga, na República Checa, ou Roma, na Itália, conseguem melhores posições que as restantes, com preços menos moderados ou até caros. Isto apesar de – e pegando apenas nestes dois casos – as cidades até nem apresentem grandes resultados nas outras categorias.
Voltando a Londres, a cidade destaca-se pelos bons resultados em Acessibilidades e Informação. Em Tempo de Percurso, a capital britânica apenas obtém 67,78%, um resultado que acaba por ser injusto – é reconhecida a excelência do transporte público londrino – porque estamos a comparar (ainda assim pequenas) cidades de 100, 200 ou 500 mil habitantes com enormes metrópoles com Londres, onde se estima que vivam sete e oito milhões de pessoas, num espaço físico incomparável com o das restantes 22 cidades.
Só assim, na nossa opinião, se explica este facto. O que não invalida, porém, que o estudo seja uma relevante ferramenta para podermos perceber o estado nos nossos transportes públicos – hoje -, compará-los com os europeus e tentar, assim, melhorá-los.
Concorda com este análise? A sua opinião é muito importante para nós. Até já.







