As acções para promoção da sustentabilidade e mudança de mentalidade dos portugueses para esta temática estão em alta. Depois de ontem realçarmos aqui o projecto Limpar Portugal, desta vez vamos falar do Comboio da Biodiversidade, uma acção que tem como objectivo “sensibilizar a população para o facto da sua sobrevivência enquanto espécie depender da diversidade biológica”.
As palavras entre aspas pertencem a Margarida Santos Reis, uma das organizadoras do evento – que também tem como objectivo apoiar a candidatura da Arrábida a património mundial da UNESCO.
Segundo o Expresso, a viagem arranca de Santa Apolónia, Lisboa, e o comboio vai atravessar o estuário do Tejo e o vale do Sado, dando depois lugar a um passeio de autocarro na Serra da Arrábida. A organização desta jornada ambiental é do Museu Nacional de História Natural e do Centro de Biologia Ambiental da Universidade de Lisboa e insere-se no âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade.
O programa procura congregar três eixos – o do conhecimento, o da tecnologia e o da cultura – e vai repartir-se por outros dias. Pode consultar todos os eventos que estão previstos aqui.
“Devemos salientar que a conservação da biodiversidade não se faz sem a participação da sociedade civil e que a conservação da biodiversidade numa dada região está constrangida pela sua história socioeconómica”, diz a organização do comboio da biodiversidade em comunicado de imprensa.
Realçamos, como ontem o fizemos, o apelo feito à sociedade civil para mudar a sua mentalidade em relação a esta questão. Tanto o projecto Limpar Portugal como outro projecto que revelaremos aqui dentro em breve partem da sociedade civil – grupos de amigos, por exemplo – para obterem resultados muito significativos. E ambos se basearam nas redes sociais e no digital para chegarem a novos públicos e audiências (e foi assim que chegaram, também, ao LXSustentável).
No LXSustentável acreditamos que as redes sociais, como o Twitter ou o Facebook, têm muito a dizer nesta nova fase de mudança de mentalidades em prol do desenvolvimento sustentável. E aqui não estamos apenas a falar de cidades, mas de todo o país. E, no futuro, todos teremos a ganhar com esta nova dinâmica da sociedade. Não concorda?
O Hotel Hilton, em Vilamoura, vai receber de 17 a 19 de Março a conferência internacional “Portugal SB10”, uma iniciativa que vai abordar a construção sustentável “acessível a todos”.
Segundo explica o jornal Construir, a organização pertence à International Iniciative for a Sustainable Built Environment e tem o apoio da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e do Instituto Superior Técnico, de Lisboa.
A conferência estará orientada para o debate e a apresentação de soluções construtivas de baixo custo e elevado desempenho – construções, como o próprio slogan da iniciativa diz, acessíveis a todos.
Serão abordadas políticas de construção sustentável e soluções construtivas sustentáveis de baixo custo, para além da apresentação de casos de estudo, financiamentos e métodos de monitorização e avaliação.
Nos últimos tempos, como ser recordará, temos abordado várias tezes o tema da construção sustentável e da necessidade de aumentarmos a eficiência energética dos edifícios – resposnsáveis por grandes quantidades de emissões de carbono nas cidades.
Por isso será interessante assistir, sobretudo, às apresentações de Charles Kibert, director do Powell Center for Construction, que falará de “edifícios com impacto zero”, e de Thomas Lutzkendorf, professor da Universidade de Karlsruhe e que focará a sua apresentação na “aquisição e financiamento de edifícios sustentáveis”.
Raymond Cole, Nils Larsson, Kaarin Taipal e Ronald Rovers são outros dos participantes na conferência e vão abordar temas relacionados com a sustentabilidade dos edifícios ou a importância da construção nas alterações climáticas.
Estão ainda previstas cerca de uma centena de outras comunicações, que irão abranger especialistas de Portugal, Espanha, Brasil, Itália, França, Reino Unido, Países Baixos, Alemanha, Finlândia, Chipre, Malta, Polónia, República Checa, Estados Unidos, Canadá e China.
Já aqui tínhamos dedicado um post (parte de um post) ao projecto Limpar Portugal, agora vamos fazer o ponto de situação deste movimento da sociedade civil em prol da sustentabilidade.
Já são mais de 10.000 os pontos de limpeza identificados e que, no próximo dia 20 de Março, sábado, vão ser limpos por mais de 60.000 voluntários (para já...). Quase 1% da população portuguesa! É obra!
Confirmados como voluntários estão também já a Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, e o seu secretário de Estado, Humberto Rosa. Nada mau para um projecto que começou com um grupo de amigos que se inspirou numa iniciativa idêntica realizada na Estónia, em 2008, e que, num só dia, vai tentar limpar toda a floresta portuguesa.
Caso queiram participar procurem neste mapa como e onde podem faze-lo. E se já estávamos impressionados com o nível de dinâmica e actualização que este site tinha (quando ainda só estavam confirmados 16 mil voluntários), imaginem com que cara estamos agora, quando há já 60 mil inscritos.
De acordo com declarações de Paulo Torres, um dos coordenadores da acção, o facto das inscrições poderem ser feitas em várias frentes, como autarquias ou associações, dificulta a contagem do número de participantes, mas só na Internet o projecto reúne já cerca de 40 mil membros, pelo que não é difícil chegar a um previsível total de 60 mil de inscritos.
“Isto pode representar bastante mais do que 40 mi pessoas, porque temos inscrições de agrupamentos de escuteiros, juntas de freguesias, escolas, portanto há várias em nome colectivo. Estou convencido que nesta fase teremos já ultrapassado as 60 ou 70 mil pessoas”, explicou Paulo Torres à Lusa.
Neste mapa, os pontos que serão limpos encontram-se a vermelho. Como seria de esperar, os pontos vermelhos multiplicam-se nas zonas urbanas e, entre as zonas urbanas, Lisboa é provavelmente a recordista de pontos vermelhos. O que não deixa de ser um bom e mau sinal. Bom sinal porque quer dizer que a sociedade civil está de olhos bem abertos para a questão da sustentabilidade na capital portuguesa; mau sinal porque quer também dizer que existem autênticas lixeiras a céu aberto na cidade.
Analisando o mapa, as zonas de Monsanto, da baixa lisboeta e do Alto do Pina são das que mais serão intervencionadas.
E o leitor, já se inscreveu? E já agora, o que acha desta iniciativa?
Estava prevista a sua abertura em Abril, a tempo da Páscoa e dos turistas espanhóis, mas afinal vai apenas ver a “luz do dia” em Maio. Estamos a falar do Terreiro do Paço, que desde Janeiro de 2009 está encerrado aos visitantes e lisboetas.
“A placa central do Terreiro do Paço, tendo em conta as últimas indicações, poderá estar concluída no início de Maio”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, ontem aos jornalistas.
Assim, apenas o passeio a nascente do Terreiro do Paço, ao lado do Ministério das Finanças, poderá ser usado na Páscoa, tendo em conta o ligeiro atraso que se verifica no projecto da empresa Frente Tejo, concebido pelo arquitecto Bruno Soares e orçado em 9,5 milhões de euros.
Ainda segundo António Costa, citado pelo Jornal de Notícias, o passeio poente e o respectivo torreão estarão a partir de hoje abertos. Mas em relação à zona norte [em frente ao Arco da Rua Augusta] e às fachadas, essas só serão concluídas “muito depois” da própria placa central.
Recorde-se que, para além da adaptação dos pisos térreos a novas funcionalidades, está prevista a recuperação dos edifícios monumentais e um novo sistema de iluminação, tanto pública como monumental.
Por outro lado – e até 2012 – está ainda previsto que estejam finalizadas tanto estas últimas obras como a antiga doca seca de construção naval do Arsenal da Marinha e a colocação a descoberto do espelho de água da Doca da Caldeirinha. No final, ainda segundo o Jornal de Notícias, espera-se uma ampla zona verde entre a praça e o Cais do Sodré. Será?
Lisboa manteve o 40º lugar no ranking da Cushman & Wakefield (C&W) dos escritórios mais caros do mundo. Segundo o jornal Oje, a capital portuguesa teve uma quebra ligeira na renda prime, que no final do ano se situou nos 19 euros/m2/mês.
Sem surpresa, o ano que passou foi difícil para o sector, tendo-se registado uma quebra na procura acima dos 50%, sendo no entanto importante de notar o valor “excepcionalmente elevado atingido em 2008”.
A taxa de desocupação manteve-se abaixo dos 9% e em 2010 o volume da procura poderá recuperar ligeiramente em relação a 2009. “As expectativas para a evolução das rendas são de manutenção, ainda que em parte suportadas por uma maior propensão à concessão de incentivos por parte dos proprietários”, explicou ao Oje o partner e director do departamento de escritórios da C&W, Carlos Oliveira.
Voltando ao ranking, a cidade de Tóquio, no Japão (1.441 euros/m2/ano), regressou ao primeiro lugar das localizações de escritórios mais caras do mundo em 2010, ultrapassando Hong Kong (1.207 euros/m2/ano), que agora está na terceira posição.
O segundo lugar pertence a Londres (1.220 euros/m2/ano), no Reino Unido, o quatro ao Dubai (899 euros/m2/ano) e o quinto a Bombaim, na Índia (809 euros/m2/ano).
Completam o top ten as cidades de Nova Iorque, nos EUA (786 euros/m2/ano), Moscovo, na Rússia (768 euros/m2/ano), Paris, na França (765 euros/m2/ano), Milão, na Itália (667 euros/m2/ano) e Zurique, na Suíça (660 euros/m2/ano).
Doha, no Qatar (12º lugar), Manama, no Bahrein (22º), Riade, na Arábia Saudita (41º) Cairo, no Egipto (45º), Santiago, no Chile (51º), Lima, no Peru (62º) e Quito, no Equador (63º), são as novidades do ranking.
Já aqui referimos vezes sem conta a importância que o sector empresarial tem na sustentabilidade (num termo mais lato) de uma cidade, por isso não poderiamos deixar "escapar" esta análise da C&W. Nem que esta funcione apenas como factor de comparação com outras cidades, outros níveis de vida e estados (mais adiantados ou mais atrasados) de sustentabilidade.
A medida foi anunciada ontem pelo vereador da Mobilidade, Infra-Estruturas e Obras Municipais da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Nunes da Silva, e é referida hoje por todos os jornais. Em 2010, Lisboa vai investir 8,8 milhões de euros na reparação do pavimento de 280 ruas.
Segundo o Destak, as principais artérias a entrarem em obras já a partir de Abril serão a Segunda Circular, Calçada de Carriche, Avenida do Brasil, Avenida Padre Cruz, Praça Paiva Couceiro e a zona envolvente do Príncipe Real.
Paralelamente, também o pavimento de pequenos arruamentos de bairro vão melhorar, à medida que os esquemas de mobilidade destes são concluídos.
Segundo explica hoje ao Diário de Notícias o responsável da Direcção Municipal de Projectos e Obras, Silva Ferreira, o investimento em pavimentos aumentará este ano 40% (de 6,3 milhões para os 8,8 milhões de euros), os arruamentos intervencionados crescerão 33% (de 210 para os 280) e também a área abrangida crescerá 21%: dos 95 para os 115 mil metros quadrados.
“Estamos em situação de emergência neste sector, porque durante vários anos não se fez qualquer intervenção. O problema tem-se agravado muito nos últimos meses, porque tem chovido muito e com muita intensidade. Vai-se fazendo o trabalho de tapa-buracos, mas é só um remedeio, pois, passado algum tempo, já está tudo esburacado. Por vezes, é mesmo deitar dinheiro ao buraco ”, frisou Nunes da Silva.
E continuou: “São estruturas muito antigas e sem capacidade para o tráfego actual, que é muito intenso e inclui autocarros e outros veículos pesados que não existiam quando essas vias foram criadas. A solução de fundo só chegará no próximo ano, com o plano geral de renovação de colectores de drenagem, obras no subsolo e à superfície”.
A verdade é que, ano após ano, ou melhor, Inverno após Inverno, a situação se repete: a capital portuguesa enche-se de buracos. Haverá solução (além da monetária) para este problema?
Há ainda outra questão que queremos colocar. Não está em causa a reparação das estradas e ruas, que se saúda, a questão estará no que causa esta rápida deterioração das ruas: o excesso de tráfego. Não estará na altura dos lisboetas passarem a “copiar” a nova moda internacional de se aderir aos transportes públicos? E que medidas – para além destas – estão a ser tomadas, na capital, para incentivar os seus habitantes a faze-lo?
Às 20h30 de 27 de Março de 2010 – e durante uma hora – alguns dos monumentos mais emblemáticos de todo o mundo vão mergulhar, voluntariamente, na escuridão, em mais uma edição da acção “A Hora do Planeta”. Tudo pela sustentabilidade urbana e tendo como pano de fundo um dado muito importante: as cidades são responsáveis por 75% das emissões globais de carbono.
Em Lisboa, e como parte desta sensibilização em torno da questão das alterações climáticas, monumentos como o Castelo de São Jorge, o Padrão dos Descobrimentos, o Museu da Electricidade, o Cristo-Rei, os Paços do Concelho, a Fonte Luminosa de Belém ou a Estátua do Marquês de Pombal também vão ficar às escuras durante esta hora.
Em Portugal, por outro lado, localidades como Faro, Loulé, Águeda ou Vila Nova de Famalicão tambem vão aderir à iniciativa – que mais uma vez será organizada pela rede WWF.
“Esperamos apresentar um número recorde de cidades portuguesas aderentes à Hora do Planeta. Sabemos que os portugueses, quando são convidados a manifestarem-se por uma causa válida como é a protecção do nosso planeta vão, com certeza, aderir”, explicou Ângela Morgado, da WWF Portugal.
Globalmente, a Hora do Planeta vai chegar a edifícios como a CN Tower (Toronto), Table Mountain (Cidade do Cabo), London Eye (Londres), Grande Palácio (Banguecoque).
Também os Estados Unidos, um dos países que mais peso tem nas actuais e futuras decisões climáticas, tem uma grande lista de monumentos a participar nesta acção, como a Ponte Golden Gate, o Empire State Building, Mount Rushmore ou a própria cidade de Las Vegas!
É óbvio que esta é uma iniciativa simbólica, mas são bem-vindas todas as iniciativas que, como esta, querem recentrar a atenção dos líderes mundiais para a questão das alterações climáticas. Mais importante: pretendem dizer a todos os responsáveis políticos, associativos ou empresariais com poder de decisão em questões ambientais que diversas e diferentes comunidades estão atentas ao aquecimento global e suas consequências catastróficas.
“As cidades são responsáveis por cerca de 75% das emissões de carbono no mundo, portanto o seu papel na Hora do Planeta é absolutamente vital”, explicou Andy Ridley, da WWF. “Ao apagarem as suas luzes durante a Hora do Planeta as cidades estão a reflectir as aspirações dos seus cidadãos que querem medidas contra o aquecimento global”, continuou.
Na sua primeira edição, apenas Sidney, na Austrália, participou nesta acção, mas em 2009 já 4.000 urbes aderiram ao projecto.
Confira aqui e aqui (site internacional e português, respectivamente) ou aqui (YouTube) todas as informações sobre este grande momento global de sustentabilidade.
A cidade de Lisboa vai receber de 13 a 15 de Maio de 2010 a primeira edição da RENEXPO – Feira e Conferência Internacional sobre Energias Renováveis e Eficiência Energética – organizada pela REECO Portugal.
A feira/conferência terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa e, segundo avançou a organização em comunicado de imprensa, trata-se do primeiro evento do género – exclusivamente dedicado a este sector – realizado em Portugal.
A feira deverá ter perto de 100 expositores – 50% internacionais – sendo que a organização espera mais de 5.000 visitantes. Pode obter mais informações através deste site.
Bioenergia, cogeração e trigeração, eficiência energética de edifícios, eficiência energética de transportes e mobilidade sustentável, energia eólica, energia hídrica, energias renováveis offshore e energia solar são alguns dos temas que estarão na agenda destes dois dias.
Paralelamente, realizar-se-á também uma série de conferências sobre as energias renováveis e a eficiência energética, sendo que quatro delas estão já confirmadas.
Assim, e em parceria com a Lisboa E-Nova – Agência Municipal de Energia e Ambiente, realiza-se a 13 de Maio a “Conferência de Eficiência Energética de Edifícios”.
No dia 14 de Maio terá lugar a conferência “Energias Renováveis Offshore: Problema Insolúvel ou Futuro Promissor”?, organizada pela REECO em parceria com o Centro de Energia das Ondas (WavEC).
Estão ainda previstas as conferências “Os resíduos como matérias-primas energéticas”, em associação com o Centro para a Valorização de Resíduos – CVR e, numa parceira entre a REECO e a CEBIO – Associação para a Promoção da Bioenergia, a sessão “Bioenergia para 2020: Recursos e Tecnologias”.
Voltamos hoje a um tema a que temos dedicados vários posts – o futuro dos edifícios – para revelar um projecto desenvolvido por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e que promete continuar a “revolucionar” o mercado da construção.
Esta indústria, recorde-se, está a passar por uma das mais importantes mudanças das últimas décadas. Segundo o CEO da consultora Atkins, Keith Clarke, dentro de 10 anos a indústria da construção estará radicalmente mudada. As novas regulações para o sector da construção, que já estão a ser debatidas no mercado britânico, chegarão brevemente também à União Europeia.
Aliás, um dos principais temas da Construmat – feira de construção de Barcelona – do ano passado foi a construção sustentável, que está, de resto, a ser considerada uma das formas do sector da construção sair da actual crise. Por outro lado, as principais feiras de construção terão como tema, em 2010, a construção sustentável – ou a reabilitação sustentável.
Mas volando ao trabalho da equipa de investigadores da Universidade de Coimbra, ela descobriu que, para além de mais sustentável, a casa do futuro poderá também ser mais barata: 28% mais barata. Segundo a Agência Lusa, o projecto assenta na utilização de aço leve e deverá ter um preço “quase imbatível” para o mercado português, de acordo com o coordenador da equipa de investigadores, Luís Simões da Silva. A casa – uma habitação unifamiliar – cumpre todos os requisitos técnicos, nomeadamente em termos de segurança, conforto térmico, acústico e de eficiência energética… tudo a baixo custo.
“Esteticamente, mantém-se uma casa portuguesa”, afirmou Luís Simões da Silva à Agência Lusa. Uma das inovações é o processo modular de construção, que imprime à casa o conceito de versatilidade. Assim, e ao contrário do que se verifica com a construção tradicional, a casa pode ser modificada de um dia para o outro.
“As pessoas num dia conseguem reformular a sua casa e passar de dois para um quarto ou aumentar um quarto porque todo o processo é modular e é muito fácil conseguir ampliar a casa, mudar a tipologia sem ter de a abandonar”, revelou o investigador.
Outro pormenor (importante, nesta fase climática instável que atravessamos): a casa foi projectada para qualquer zona de Portugal e pode ser erguida na região sísmica mais gravosa – Sagres – no frio e neve da Serra da Estrela ou na ventosa zona costeira.
O facto da casa ser construída em aço leve teve como pano de fundo um desafio lançado pela ArcelorMittal, maior grupo de aço do mundo, a grupos de investigadores de oito países.
“Estamos a fazer esforços para que as empresas (de construção) comecem a aplicar este conceito”, concluiu o cientista. Se o conceito for – mesmo – ambiental e economicamente sustentável, ficamos ansiosos por esse momento.
Há dias, antes do início dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, Canadá, escrevemos aqui que a organização estava altamente empenhada na sustentabilidade ambiental do evento.
O ambiente terá sido mesmo considerado o "terceiro vértice" Vancouver 2010 tendo, aliás, sido pensado numa fase muito inicial da preparação do evento, segundo Linda Coady, do comité organizador – estas declarações, porém, foram objecto de várias críticas. Que podem ser lidas também neste post.
Voltamos a Vancouver porque a próxima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, que se realizará em 2014 em Sochi, na Rússia, está a ser criticada pela ausência de práticas ambientais.
Segundo a Fast Company, quando ainda faltam quatro anos para o evento o comité organizador de Sochi 2014 já conseguiu “contaminar a água, destruir os habitats de ursos e pássaros e deitar abaixo milhares de árvores em risco de extinção”.
Ainda de acordo com a revista, esta total falta de sensibilidade para uma questão tão… sensível, terá levado organizações como a World Wildlife Fund e a Greenpeace Rússia a suspender as relações com o comité organizador de Sochi 2014.
A questão não passa apenas pelas autoridades e organizadores russos. A Fast Company diz que Sochi não tem de prestar contas ambientais, e aí são organizações como o Comité Olímpico Internacional (COI) ou a própria Organização das Nações Unidas que devem intervir.
Até porque as cidades que concorreram aos Jogos Olímpicos de 2016 – um evento que se vai realizar no Rio de Janeiro – tiveram de provar as suas ambições ambientais e elaborar um plano sustentável para o evento.
Infelizmente, o exemplo de Sochi apenas prova o que dissemos aqui nos dois últimos posts. A intransigência política revelada pela Cimeira de Copenhaga está a atrasar e a pôr na prateleira a necessidade de termos, a toda a linha e de forma obrigatória, boas estratégias de sustentabilidade ambiental . É que, aparentemente, ainda nem todos percebemos a mensagem.







