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    Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

    Estamos aqui: lxsustentavel.com

    Caros leitores e subscritores do LX Sustentável,

     

    Mudamos para o novo endereço em http://www.lxsustentavel.com

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    publicado por LX Sustentável às 15:10
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    Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

    O LX Sustentável mudou

    Venha conhecer o design renovado e novas funcionalidades em www.lxsustentavel.com

     

     

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    publicado por LX Sustentável às 19:38
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    Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

    Mais vale tarde do que nunca: o exemplo de Peniche

    Começam amanhã as obras de requalificação do fosso da muralha de Peniche, que durante décadas – e até 2001 – foram uma espécie de esgotos domésticos daquela cidade.

     

    Segundo noticia o Público, o contrato de consignação da obra será assinado ainda hoje, estando em causa um valor de 3,8 milhões de euros para não só retirar os dragados e lamas poluídas da zona molhada do fosso como também aproveitar para requalificar – em termos paisagísticos – a zona envolvente.

     

    Assim, está prevista a recuperação da margem nascente do fosso, a construção de duas travessias pedonais e de uma ponte rodoviária para substituir a actual, a criação de espaços verdes e lúdicos e a iluminação pública das muralhas.

     

    E mais: após a intervenção, o local será transformado em espaço de recreio náutico, acessível a pequenas embarcações, sendo construída também uma eclusa, um sistema de comportas que vai permitir um nível mínimo de água para facilitar a entrada de pequenas embarcações. As obras vão durar 18 meses.

     

    Esta é uma excelente notícia e pela qual a cidade de Peniche esperou – e reclamou – 20 anos. Desde 2001, há quase dez anos, que a descarga de esgotos domésticos e alguns industriais no fosso das muralhas foi substituída pela ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) da cidade. Esta situação, que se acumula pelas cidades portuguesas, é paradigmática do quanto tem que mudar a política ambiental das autarquias.

     

    “Estas obras são importantes porque durante décadas o fosso recebeu esgotos domésticos e havia a necessidade de o limpar”, explicou o presidente da Câmara de Peniche, António José Correia. Em causa, para o autarca, está a qualidade de vida, o turismo rural e a melhoria do ambiente. Não poderíamos estar mais de acordo!

    publicado por LX Sustentável às 10:58
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    Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

    A resposta de Pachauri

    Só quando houver “desastres absolutos”. Foi esta a resposta dada pelo presidente do Painel Intergovernamental da ONU, Rajendra Pachauri, quando questionado sobre “certezas absolutas” para acreditar nas previsões (alarmistas) sobre alterações climáticas.

    Ou melhor, Pachauri, que falava ontem durante uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian, disse que os efeitos das alterações climáticas no Planeta era tão “inequívocos” que era “difícil ter certezas absolutas” quanto aos efeitos negativos do aumento da temperatura através da acção humana. Isto porque, quando houver essas mesmas certezas, já estamos na fase do “desastre absoluto”.

     

    Era preciso ser mais explícito?


    O responsável disse também que o risco dos piores cenários se concretizarem eram suficientes para podermos concluir que, se continuarmos a consumir recursos como temos feito nos últimos cem anos, a vida de milhares de milhões de pessoas pode tornar-se insustentável do ponto de vista da nossa alimentação, ambiente, saúde, segurança e economia.

    Citado pela Agência Lusa, Rajendra Pachauri falou também de Portugal e antecipou o cenário do nosso país dentro de algumas décadas: menos água, mais e piores secas, (ainda) mais fogos florestais, mais ondas de calor, quebras na produção agrícola, perdas de biodiversidade e perda de receitas no turismo.

    O último relatório do Painel Intergovernamental da ONU concluiu que as emissões de gases de estufa só poderão continuar a subir até 2015. Pachauri disse que diminuir estas emissões era possível com as tecnologias actuais, sendo que isso só significará uma perda de riqueza na ordem dos 3% do PIB global em 2030, algo que poderá ser recuperado em “poucos meses ou num ano”.

    “Gasta-se 450 mil milhões de euros em publicidade que encoraja a manter os padrões de consumo habituais. Não haverá uma parte deste dinheiro para gastar em energias renováveis?”, questionou Pachauri.

    E mais: segundo o responsável, a actual crise económica está a adiar as medidas necessárias para reduzir as emissões de carbono, sendo que é certo que “temos” que as reduzir a curto prazo para “ter benefícios a médio e longo prazo”.

    Finalmente, Pachauri desabafou e explicou a dificuldade do organismo que dirige em “comunicar com o público”. “[Os cientistas] são péssimos [a comunicar com o público]. Não estamos a usar os argumentos certos”, finalizou.

    publicado por LX Sustentável às 15:00
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    Terça-feira, 27 de Abril de 2010

    Ainda Brasília (mas agora só uma análise ao trânsito)

    Na sequência da comemoração dos 50 anos da cidade de Brasília, de que também aqui falámos, o Correio Braziliense publicou um artigo que – e, mais do que nunca, hoje, dia em que o trânsito lisboeta está virado do avesso por causa da greve das transportadoras –  faz sentido abordar no LXSustentável.

    Segundo o jornal, Brasília tem hoje um trânsito tão caótico como o das outras metrópoles brasileiras. E isto – e apesar – de ter sido idealizada há apenas 50 anos.

    Com 1,1 milhões de automóveis em circulação, os motoristas vêm-se parados em cada vez mais engarrafamentos, mesmo fora dos habituais picos de trânsito.

    Na última década, a frota automóvel teve um crescimento anual na ordem dos 7,5%. Assim, as contas são fáceis de fazer: se este crescimento se mantivesse, em 2060 seriam 44,3 milhões de veículos em circulação nas estradas de Brasília. É expectável? Não. Mas é um número assustador? Sim, é.

    “A tendência é a do crescimento ser superior à própria progressão linear. Isto mostra a urgência em criar políticas públicas, já que esta quantidade de veículos nem sequer caberia nas ruas. Nem mesmo se os carros andassem uns por cima dos outros seria possível termos uma frota deste tamanho”, revelou José Leles, mestre em Engenharia de Tráfego pela Universidade de Brasília (UnB), citado pelo Correio Braziliense.

    O que fazer para impedir este cenário? Investir em transportes públicos (já ontem aqui adiantámos que Brasília sofria de um défice de bons transportes públicos), melhorando as linhas de metro e os autocarros.

    Outra das medidas? Investir em ciclovias, que serviriam de estímulo para que os habitantes da capital brasileira trocassem as quatro rodas privadas pelas duas. “Brasília tem uma geografia e infra-estruturas favoráveis à utilização da bicicleta. A cidade é plana e esse seria uma excelente meio de transporte alternativo”, revelou José Leles.

    Ainda assim, e “infelizmente” – continuou – o que se vê em Brasília é que “a maioria das ciclovias é utilizada exclusivamente para lazer e desporto, e não como forma de transporte”.

    E mais: os espaços públicos não estão adaptados para as bicicletas e as pessoas não têm onde as guardar quando vão para o trabalho (já sem falar numa zona, dentro das empresas, onde os utilizadores de bicicleta possam tomar banho).

    Reconhece alguns destes problemas na nossa Lisboa? Pode ler o resto do artigo do Correio Braziliense neste link.


    publicado por LX Sustentável às 12:52
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    Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

    Não há cidades perfeitas – o exemplo de Brasília

     

    Excelente texto de Jorge Marmelo, na edição do Público de quarta-feira passada, sobre os 50 anos da capital brasileira, Brasília, uma cidade pensada, desenhada e construída para ser um exemplo de modernidade que iria inspirar a mudança do Brasil, mas que hoje se acabou por “abrasileirar”. A expressão é do próprio Jorge Marmelo.

    Há 50 anos, o Presidente da República brasileiro, Juscelino Kubitschek, tinha prometido uma “cidade bela e racional como um teorema, leve e airosa como uma flor”, mas nem tudo correu como o previsto.

    “Brasília falhou em tudo e, ao completar 50 anos, não tem de que se orgulhar. É uma utopia em ruínas”, explicou ao Público o poeta Alexandre Marina, que há 27 anos vive na capital brasileira.

    “[A cidade] sofre de todos os males de metrópoles que o tempo arruinou aos poucos, em particular as cidades brasileiras: violência, trânsito caótico, péssimo transporte público, falta de casas para todas as classes, desemprego, miséria e corrupção”, continuou o poeta.

    Ainda assim, a bióloga Patrícia Andrade-Nicola vê outra Brasília. “Temos uma qualidade de vida muito melhor do que o Rio de Janeiro ou São Paulo, apesar de os problemas estarem a aumentar com o crescimento da cidade e o desenvolvimento das regiões próximas. Mas a violência não é tanta [como nestas cidades brasileiras] e temos um céu lido. E o traço do arquitecto”, refere.

     

    Já o português Victor Alegria, de 71 anos e que vive há 47 em Brasília, diz que a cidade tem problemas como a violência e miséria que se vive nos subúrbios e, sobretudo, foi uma cidade que não foi construída para andar a pé. “Quem não tem carro, sofre. Brasília é corpo, cabeça e rodas”, conclui.

    Na década de 50, Brasília era apenas uma enorme porção de terra desocupada no interior do Brasil. Joscelino Kubitschek, então presidente, mandou-a construir de raiz, tendo contratado os arquitectos Lúcio Costa, adepto do modernismo e Óscar Niemeyer, que planeou uma cidade utópica, racional, monumental e pensada para o automóvel. O que, se vê agora, terá sido um erro crasso.

    Inaugurada em 1960, Brasília tem hoje 200 mil habitantes. No entanto, a gigantesca maquete de cimento armando está rodeada de um conjunto de pequenas-grandes cidades onde já vivem hoje 2,4 milhões de pessoas.

    “Quem não tem dinheiro é expulso para as cidades-satélites ou condomínios irregulares. As cidades do entorno incham e algumas são vítimas de um crescimento desordenado e que traz consigo desníveis sociais e a violência”, referiu ao Público Victor Alegria.

    O que mais chama a atenção na descrição da actual Brasília é a forma como a jovem cidade parece já ter acumulado vários dos problemas de cidades centenárias ou mesmo milenares. Isto apesar de ter apenas 50 anos e de, por esta razão, ter sido pensada já a pensar nos problemas deste século.

    Outro bom exemplo de um (mau) projecto citadino é Califórnia City. A cidade brasileira e a norte-americana são dois bons exemplos que provam que construir ou gerir uma cidade será, provavelmente, um dos três maiores desafios que a humanidade vai ter nas próximas décadas. Nem que seja porque 80% da população mundial, dentro de anos, viverá neste espaço comum - mas nem sempre bem tratado ou compreendido por todos.

    publicado por LX Sustentável às 15:55
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    Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

    Vamos ter uma Segunda Circular boulevard?

    Acha que a Segunda Circular é apenas uma extensão da A1? É apenas uma espécie de auto-estrada dentro da cidade? O vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, acha que sim.

     

    Segundo a Agência Lusa, Salgado diz que a Segunda Circular tem de ser “redesenhada” e que a autarquia lisboeta vai começar já este ano a estudar possíveis alterações a esta via.

     

    “[A Segunda Circular está] cada vez mais transformada numa grande auto-estrada” com três faixas em cada sentido, separador central e “poucas entradas e saídas”, referiu à Lusa. Assim, e “com a conclusão da CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa), é possível transformar a Segunda Circular numa via de carácter mais urbano, mais próximo do conceito de boulevard”.

     

    “Há uma série de oportunidades a estudar”, continuou.

     

    Os troços entre as Calvanas e a Encarnação e entre o Colégio Militar e o Fonte Nova são algumas das zonas que deverão ser repensadas ainda este ano. As novas soluções estender-se-ão também à passagem de peões.

     

    “Vamos começar a estudar e o estudo pode gerar oportunidades. Definimos o objectivo, agora é preciso torná-lo viável”, explicou. Teoricamente, continuou Manuel Salgado, é possível uma ligação com galeria comercial entre o Centro Comercial Colombo e o Estádio da Luz, “ligando ao parque de estacionamento”.

     

    As obras na via já estão previstas no novo Plano Director Municipal. Em relação ao financiamento das obras, Manuel Salgado disse que existem várias soluções passíveis de gerar receitas, tendo em conta a “grande capacidade de edificabilidade” de alguns locais. Mas a que preço, perguntamos nós?

    publicado por LX Sustentável às 12:22
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    Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

    Planeta pode entrar em cataclismo, avisa a Quercus

    Hoje comemora-se o Dia da Terra, mas foi ontem que a Quercus alertou a sociedade portuguesa para o risco que o planeta corre de entrar em cataclismo. Segundo a Quercus, só em Portugal o consumo e a produção de resíduos estão 70% acima da sua capacidade.

     

    “Infelizmente, quatro décadas passadas desde o momento em que se designou internacionalmente um dia para celebrar o Planeta Terra, os dados indicam que o caminho percorrido não tem [estado] no bom sentido e a nossa capacidade de conhecer e respeitar os limites da sustentabilidade do Planeta não tem progredido”, revelou o comunidade da Quercus, citado pelo IOL.

     

    A Quercus diz que existe “um grande défice ecológico” e que este “põe a nu” a insustentabilidade da humanidade. Neste cataclismo de magnitude planetária, as alterações climáticas serão apenas “um dos sintomas”. Portugal, como é óbvio, não foge destes “sintomas”.

     

    Segundo dados de 2008, o nosso país tem uma pegada ecológica de 4,4 hectares globais per capita, quando a sua biocapacidade é de apenas 1,2 hectares per capita. E com estes números chegamos a este número perigoso de 70% acima da nossa capacidade produtiva e de processamento de resíduos produzidos.

     

    A nível global, actualmente a produção e consumo excede em 40% a capacidade de carga do planeta, pelo que seriam necessários 1,4 planetas para suprir as necessidade.

     

    E mais: ¾ da população não consegue produzir dentro das suas fronteiras os recursos que consome – nem tão pouco desfazer-se dos resíduos que produz.

     

    Sendo assim, e ainda segundo a Quercus, “apenas mil milhões de pessoas têm uma vida abastada, mil a dois milhões vivem em economias de transição e quatro mil milhões sobrevivem com apenas alguns euros por dia”.

     

    Preocupante, não é? E como será em 2050, quando a população mundial tiver crescido dos actuais seis mil milhões para os nove mil milhões e for absolutamente necessário que os europeus reduzam a sua pegada ecológica para os 25% e os Estados Unidos para os 10%?

    publicado por LX Sustentável às 16:21
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    Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

    Siemens e LNEC vão avaliar poluição em parques de estacionamento

     

    No dia em que um estudo publicado na revista Human Reproduction alerta para problemas muito sérios decorrentes a poluição atmosférica, abordamos um assunto bastante importante para a vida nas nossas cidades.

     

    A Siemens juntou-se ao LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) para desenvolver um estudo sobre o desempenho da ventilação de impulso para o controlo de poluição em parques de estacionamento cobertos.

     

    O objectivo passa por obter dados de referência adequados para a avaliação de projectos desta natureza. (E depois trabalhá-los…) O acordo foi assinado no final de Março e prevê colaboração científica e tecnológica entre a divisão Building Technologies da Siemens e o LNEC.

     

    Segundo o acordo, a Siemens vai participar no desenvolvimento de soluções de medição ambiental em parques de estacionamento, tal como em projectos de investigação relacionados com o estudo, monitorização e aquisição dos registos das leituras, referentes às medições de CO2.

     

    Mais: a Siemens e o LNEC vão unir esforços no que respeita à pesquisa de oportunidades de procura de soluções e produtos a partir destes estudos.

     

    Este ponto é muito importante e significará que o projecto não se vai ficar pela metade.

     

    Companhia de Parques de Estacionamento, EFAFLU Bombas e Ventiladores, Instituto Superior Técnico e Teixeira Duarte são outros dos parceiros do projecto.

     

    Sendo os parques de estacionamento, certamente, dos locais mais insustentáveis de uma cidade, aqui ficam duas boas notícias (sobretudo para a cidade de Lisboa).

    publicado por LX Sustentável às 13:10
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    Terça-feira, 20 de Abril de 2010

    Como seriam as cidades sem bicicletas?

    A utilização das bicicletas como meio de transporte pode contribuir para a diminuição das emissões de gases de efeito de estufa e do trânsito nas cidades. A afirmação (que é óbvia) é de Roel Massink, investigador da Universidade de Twente, na Holanda.

     

    No entanto, publicamos esta notícia porque o investigador decidiu analisar como seria uma cidade sem bicicletas – e quais seriam os meios de transporte alternativos.

     

    O resultado deu origem à sua tese de mestrado denominada “Estimating the Climate Value of Bicycling in Bogotá, Colombia, using a Shadow Pricing Methodology”, que foi apresentada recentemente no 1º Fórum das Américas sobre a Mobilidade nas Cidades, que teve lugar em Florianópolis, no Brasil.

     

    Considerando Bogotá, na Colômbia, como modelo a seguir – uma cidade onde 3,3% da população utiliza a bicicleta como meio de transporte – Massink reuniu dados sobre como se deslocam os seus habitantes.

     

    O objectivo passou também por escolher uma cidade de um país emergente, para perceber que estes terão que repensar a forma como planeiam as suas metrópoles.

     

    A sua conclusão foi clara: apesar de Bogotá ser a única cidade mundial que possui um projecto de transporte público que vai ao encontro do programa de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) - o TransMilênio -, se as bicicletas fossem retiradas das ruas as classes mais abastadas escolheriam os veículos privados como meio de transporte alternativo para circularem na cidade.

     

    No entanto, Massink verificou ainda que a utilização da bicicleta em Bogotá representa uma redução nas emissões diárias de 95 toneladas de dióxido de carbono ou de 54 mil toneladas anualmente.

     

    Por isso, o investigador sugere que a expansão das ciclovias é também uma forma de combater o aquecimento global. Por outro lado, os planeadores urbanos não devem nunca descurar outro facto importante: é indispensável ligar as bicicletas a transportes públicos: autocarros, metro ou comboio.

     

    Massink espera agora aplicar o seu estudo sobre os impactos positivos da bicicleta no trânsito e no meio ambiente a outras cidades, de forma a desenvolver um modelo extensível a todo o mundo. As bicicletas devem ficar no coração das cidades, conclui Massink. Concorda?

     

    Pode saber mais sobre o estudo de Massink aqui.

    publicado por LX Sustentável às 17:57
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