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    Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

    Falta de políticas de redução do lixo penaliza Lisboa

    A falta de políticas relativas à redução do lixo, reciclagem e ao reuso coloca Lisboa no 22º lugar em 30 possíveis no estudo que a Economist Intelligence Unit desenvolveu para a Siemens, e que tem na sustentabilidade citadina o seu tema principal. A posição de Lisboa na categoria de resíduos e utilização do solo é acompanhada de uma pontuação de 5.34, contra 6.27 da média europeia e 8.98 da melhor cidade analisada.

     

    Para chegar a estes valores, a Economist Intellingece Unit pegou em quatro indicadores base, cada uma valendo 25%: produção de resíduos municipais, reciclagem, políticas de redução de resíduos e políticas verdes de utilização do solo.

     

    Segundo avança o Economist na sua análise mais profunda a esta categoria em Lisboa, em 2007 cerca de “95% das habitações lisboetas estavam ligadas a sistemas de esgotos, enquanto que na maioria das cidades da Europa Ocidental este indicador situava-se entre 98 e 100%”.

     

    Por outro lado, e com um valor de 538 quilogramas por pessoa, o nível de produção de resíduos está acima da média das outras cidades, que é de 511 quilogramas. Para agravar a pontuação, também a percentagem de lixo que é reciclado – 7,1% – está também bastante abaixo da média de 18% alcançada nas 30 cidades estudadas.

     

    “O uso de terrenos contaminados foi incentivado até 1998, quando a cidade acolheu a Expo – mas, desde então, têm faltado projectos para tornar o uso do solo mais eficiente”, argumenta o Economist sobre o último indicador analisado.

     

    O estudo critica ainda a redução de áreas verdes nos últimos 30 anos e realça a estratégica energético-ambiental que estabeleceu, até 2013, uma redução de 10% na procura por materiais não-recicláveis. 

     

    Na segunda-feira, vamos falar da qualidade do ar, uma área em que Lisboa também tem ainda muito que “pedalar” para ser sustentável.
     

    publicado por LX Sustentável às 14:47
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