Um eventual consenso político na Cimeira de Copenhaga será 10 vezes mais difícil de alcançar do que o conseguido em Quioto, explicou hoje o negociador da União Europeia na cidade japonesa, John Prescott.
“Quioto envolveu 47 países. Em Copenhaga estarão 190 países, [logo] será necessário um consenso ainda maior. Por isso digo que [Copenhaga] será 10 vezes mais difícil que Quioto”, explicou ao britânico The Guardian.
Ainda assim, o político disse que está confiante que a Cimeira de Copenhaga consiga um “princípio de acordo” para combater o aquecimento global.
Recorde-se que já no domingo o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, tinha afirmado que a Cimeira de Copenhaga estava “seriamente enfraquecida por obstáculos” e que por isso deveria haver um novo prazo – final de 2010 – para a conclusão de um acordo sobre as emissões de gases causadores do efeito de estufa.
Segundo a ministra dinamarquesa do Ambiente e Energia, Connie Hedegaard, os países ainda poderão acordar medidas sobre as reduções nas emissões de gases de estufa pelos países desenvolvidos e novos financiamentos para ajudar os países em desenvolvimento – mas a assinatura de um texto legal completo deve ficar para as negociações de Bona, marcadas para meados de 2010, ou do México, para Dezembro do mesmo ano.
“Talvez um prazo final realista seja o encontro do México, mas isso depende de quão longe as partes vão avançar nas questões cruciais”, avançou.
Será difícil – mas não impossível, acreditamos nós. E, com tudo isto, já estamos a 20 dias no início da Cimeira de Copenhaga. Vamos continuar aqui, diariamente, a debater os principais problemas, ameaças mas também as oportunidades de sucesso da conferência climática global.







