Mais um dia a menos na contagem para a Cimeira de Copenhaga e mais um estudo publicado sobre as alterações climáticas. Desta vez o relatório foi divulgado na revista Nature Geoscience e refere que os sistemas naturais de absorção de dióxido de carbono (oceanos, florestas) estão a ficar menos eficientes – e que, a manter-se a tendência de emissões de gases com efeito de estufa, a temperatura média do planeta poderá aumentar seis graus centígrados até ao final do século XXI.
Assim, nos últimos 50 anos, a proporção média de gás que ficou na atmosfera foi de 43% do emitido, mas os últimos anos indicam uma menor eficiência destes sistemas naturais de compensação. A proporção de dióxido de carbono atmosférico terá subiu, assim, para 45%.
Segundo concluiu o relatório da equipa de Corinne Le Quéré, da Universidade de East Anglia e do British Antarctic Survey, citado pelo Diário de Notícias, as emissões de dióxido de carbono aumentaram 29% na actual década.
De acordo com o estudo, e em relação aos valores base do Protocolo de Quioto – 1990 – o aumento das emissões foi de 41%. E entre 2000 e 2008 o ritmo anual de aumento de dióxido de carbono produzido foi de 3,4%.
O estudo está inserido no Projecto Global de Carbono (PGC), uma rede científica internacional que recolhe e analisa dados de milhares de observações. O dióxido de carbono é considerado o gás com efeito de estufa que mais contribui para as alterações climáticas.
Recorde-se que em Copenhaga está em causa a limitação do aumento da temperatura média do planeta a dois graus centígrados até 2100. Com estes números, a redução das emissões negociada em Copenhaga teria que ser mais ambiciosa.
É que um aumento de seis graus centígrados teria implicações ainda mais drásticas: extremos climáticos, temperaturas catastróficas, aumento do nível dos oceanos, fomes e secas em larga escala.
Também por causa destes novos desenvolvimentos é necessário que, de 7 a 18 de Dezembro, na capital dinamarquesa, todos façam um esforço para mudar o planeta. Também pela primeira vez sente-se que o cidadão comum tem uma palavra a dizer em Copenhaga. Concorda connosco?







