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    Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

    Perto ou longe de um acordo em Copenhaga?

    Afinal, existe um clima de optimismo ou pessimismo para a Cimeira de Copenhaga? Segundo a edição de hoje do Diário Económico (DE), a resposta é… optimismo. Explica o DE que vários responsáveis europeus deram ontem conta de “alguns sinais ténues de convergência entre os principais poluidores”.

     

    A duas semanas de arrancar a cimeira, continua o Económico, a União Europeia aguarda apenas que os Estados Unidos e a China formalizem as suas ofertas para avançar com a proposta de reduzir as emissões de CO2 em 30% até 2020.

     

    Se é leitor assíduo do LXSustentável tem notado também, nos nossos posts, este misto de optimismo e pessimismo na questão da cimeira climática.

     

    A explicação desta constante mudança do optimismo para o pessimismo - e vice-versa -, parece-nos que terá a ver com a forma como a cimeira está a ser noticiada na Europa e no resto do Mundo. Se os jornais europeus, como o Diário Económico, revelam que ainda há alguma réstia de esperança num acordo, os norte-americanos afastam esse cenário. Quem terá razão?

     

    Uma coisa é certa, o próprio director-geral do desenvolvimento da Comissão Europeia, Timo Makela, disse ontem aos jornalistas que a chave do acordo está “totalmente na mão” dos Estados Unidos.

     

    Paralelamente, uma nova estratégia para alcançar um acordo foi ontem delineada pelo ministro sueco do Ambiente, Andreas Calgren, que admitiu que como os EUA vão começar mais tarde a inverter as emissões, visto que não ratificaram Quioto, poderão compensar esse atraso acentuando a redução a partir de 2020.

     

    A chave da solução parece estar no Congresso norte-americano. “[Os EUA] querem evitar o erro de Clinton de assinar [o Tratado de] Quioto antes de o passar no Congresso”, explicou Makela, citado pelo DE.

     

    Obama tem apenas o apoio da Casa dos Representantes para uma redução de 17% de emissões em 2020, em relação aos dados de 2005, o que equivale apenas a 4% tendo em conta 1990 – o ano pelo qual as outras partes se têm regido para calcularem as sua redução de emissões de CO2. Parece muito pouco para um futuro acordo climático...

    publicado por LX Sustentável às 15:44
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    1 comentário:
    De Vítor Alves a 25 de Novembro de 2009 às 23:10
    Acho muito difícil os Estados Unidos chegarem sequer perto da proposta da União Europeia. Infelizmente estamos a caminhar para um Quioto parte 2.

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