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    Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

    Países africanos dão novo alento a um acordo em Copenhaga

    Ontem chegou a Copenhaga a primeira boa notícia em vários dias de negociação: os países africanos propuseram um montante de financiamento, para os países mais pobres, de 100 mil milhões de dólares (cerca de 68,7 mil milhões de euros) a partir de 2020.

     

    O valor está em linha com o montante proposto em Outubro pela União Europeia (de 150 mil milhões de dólares, cerca de 103 mil milhões de euros), mas é bem inferior ao pedido pelo grupo do G77, de 400 mil milhões de dólares anuais – 274 mil milhões de euros.

     

    Segundo o Jornal de Negócios, a proposta foi anunciada pelo primeiro-ministro da Etiópia e representante da União dos Países Africanos, Meles Zenawi, durante um encontro com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e com Fredrik Reinfeldt, primeiro-ministro sueco.

     

    “Propomos que o financiamento para adaptação e mitigação comece em 2013, para chegarmos a 2015 com 50 mil milhões de dólares anuais (34,3 mil milhões de euros) e a 2020 com 100 mil milhões de dólares por ano”, referiu Zenawi.

     

    Apesar da boa notícia, a Cimeira do Clima continua num impasse, quando falta apenas um dia para o encerramento da conferência. Assim, a questão que provocou a suspensão temporária dos trabalhos no início da semana, sobre se Quioto é para continuar ou não, também continua sem resolução.

     

    Ainda de acordo com o Jornal de Negócios, os países em desenvolvimento querem que o protocolo se mantenha - e que os países ricos assumam a responsabilidade financeira e moral pelas alterações climáticas. Por outro lado, a Europa defende que é necessário encontrar uma solução para cativar os Estados Unidos e as outras economias desenvolvidas que não ratificaram Quioto.

     

    O dia de ontem continuou, porém, a ser marcado por conflitos. Gordon Brown, como aqui adiantámos, disse que “pode não ser possível alcançar um acordo” enquanto Durão Barroso pediu aos EUA e China para darem “passos em frente”.

     

    Paralelamente, a ministra do Ambiente portuguesa, Dulce Pássaro, disse hoje à Agência Lusa que as negociações têm registado alguns “solavancos” mas que estão “bem encaminhadas para conseguir um acordo global, abrangendo todos os países”.

     

    “Os trabalhos estão a correr normalmente, com muita negociação para se aprofundarem aspectos necessários e podemos fechar o acordo”, disse.
     

    publicado por LX Sustentável às 10:57
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