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    Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

    EnerEscolas: um projecto a pensar na eficiência energética

    Dez escolas portuguesas vão receber, nas próximas semanas, um novo sistema de monitorização de consumos de electricidade, água e gás, que servirá para poupar e desenvolver uma nova estratégia educativa para a eficiência energética.

     

    Segundo noticia a Agência Lusa, este projecto piloto – EnerEscolas - vai ser desenvolvido pela empresa ISA (Intelligent Sensing Anywhere), em parceria com a portuguesa Take the Wind e a finlandesa Vaisala e vai chegar imediatamente a quatro das dez escolas: três do concelho de Coimbra e uma de Condeixa-a-Nova; uma do ensino básico, privada e três públicas dos segundos e terceiros.

     

    Ainda segundo a Agência Lusa, o EnerEscolas será comercializado ainda no primeiro semestre deste ano e tem como objectivo tornar os estabelecimentos de ensino eficientes em termos energéticos, contribuindo ainda para que este tema faça parte do processo educativo dos alunos – de uma forma lúdica mas também prática.

     

    Com este sistema, e através de uma plataforma de software, as escolas podem saber em tempo real os seus gastos energéticos em detalhe: quanto (dados exactos), quando (a que horas do dia), onde (em que pavilhão, em que sector, em que sala…), e com o quê se gasta energia (ao nível do equipamento individual).

     

    A partir destas informações são elaborados perfis de consumo e até perceber se existem gastos anormais, uma fuga ou torneira avariada, por exemplo. Estes dados são enviados via telemóvel.

     

    Finalmente, também é possível, através dos relatórios de consumo, tomar decisões informadas sobre o edifício, seja em termos de possíveis obras arquitectónicas ou de melhoria térmica, isolamento de portas e janelas ou sistemas de aquecimento.

     

    “[O edifício escolar] será mais do que um local onde decorre a acção escolar. Ele fará parte integrante da acção educativa”, explicou uma fonte próxima do projecto à Agência Lusa.
     

    publicado por LX Sustentável às 14:46
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