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    Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

    Os edifícios são essenciais para evitar o aquecimento global

    "Qualquer tentativa séria de abordar o tema das alterações climáticas terá de passar pela eficiência energética dos edifícios." Assim começa um texto recente do jornalista David Flickling, publicado pelo Financial Times.

     

    Segundo Flickling, mais de 40% das emissões de carbono nos países desenvolvidos estão directamente relacionadas com o aquecimento (e arrefecimento) e fornecimento de energia para os edifícios.

     

    Para se ter uma noção do que estes dados representam – continua o jornalista – se os edifícios do Reino Unido cortassem apenas 25% das suas emissões de carbono, isso teria o mesmo peso, para o ambiente, de retirar todos os carros da estrada.

     

    Recorde aqui o nosso texto sobre a eficiência energética dos edifícios em Lisboa, na sequência da apresentação do Green City Índex.

     

    Segundo o FT, o Reino Unido quer que todas as novas habitações construídas a partir de 2016 sejam livres de carbono (segundo o diário, a discussão agora centra-se no debate sobre o que quer dizer a expressão "livre de carbono"). Para isso, o país está a debater novas regulações para o sector da construção, uma discussão que chegará também brevemente à União Europeia.

     

    “Dentro de dez anos estaremos a olhar para uma indústria (a da construção) que estará radicalmente mudada”, explicou ao FT Keith Clarke, CEO da Atkins, a maior consultora de engenharia da Europa.

     

    Apesar de tudo, não basta construir edifícios energeticamente eficientes. Na maioria dos países desenvolvidos, perto de 2/3 dos edifícios que existirão em 2050 já foram construídos.

     

    Ou seja, os ambiciosos objectivos de redução de emissões de carbono nunca serão atingidos se não existir um programa muito alargado de reabilitação. Algo que, como sabemos por conhecimento de causa, nunca foi devidamente conseguido pelos governantes de Lisboa…
     

    publicado por LX Sustentável às 16:33
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