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    Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

    O peso de cada sector para as emissões de CO2

    Excelente o artigo de ontem do jornal Público sobre o cumprimento português dos primeiros dos anos do Protocolo de Quioto.

     

    Comecemos pela conclusão do jornalista Ricardo Garcia: as energias renováveis, a crise económica e o (alto) preço dos combustíveis ajudaram Portugal a enfrentar estes dois primeiros anos (2008 e 2009) do Protocolo de Quioto, mas ainda há muito a fazer para os três seguintes (2010 a 2012).

     

    Na electricidade, as emissões caíram 1% nos últimos dois anos, sobretudo devido ao sucesso das renováveis. Este sector contabiliza hoje 26% do total de emissões de CO2 de Portugal.

     

    No que toca ao sector dos transportes, reconhecidamente um dos mais poluente da maioria dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, esta queda nos últimos dois anos foi maior – 1,8%, devido à alta no preço do petróleo. Este sector, porém, representa 23% do total de emissões nacionais.

     

    “O balanço é claramente muito positivo”, explicou ao Público o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa. Ainda assim, o responsável reconhece que a área dos transportes é uma das mais difíceis e afirma que as medidas em atraso poderão “carecer de um plano de contingência”.

     

    Este plano, de resto, está previsto no Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC). Em 2005, Portugal estava 21% acima da sua meta de Quioto: não deixar que, entre 2008 e 2012, as emissões ultrapassem em mais de 27% os valores de 1990.

     

    Em 2006, a distância para a meta de Quioto desceu para os 14% e, em 2007, para os 9%. Um ano depois, Portugal já só estava 6% acima das suas metas. “A perspectiva é a de que 2009 seja um ano de consolidação desta descida”, continuou Humberto Rosa.

     

    Ainda assim, Portugal está a comprar créditos de poluição no exterior. Neste momento, o país já tem o suficiente para compensar 2,29 milhões de toneladas de CO2, mas no futuro o Governo pretende adquirir créditos para 20 milhões de toneladas.

     

    Aqui fica o peso dos principais sectores poluidores para as emissões portuguesas. A fonte é o próprio jornal Público.

     

    Electricidade: 26%


    Transportes: 23%


    Outras indústrias e construção: 22%


    Florestas: Não há dados concretos


    Agricultura e resíduos: 19%


    Residencial e serviços: 8%
     

     

    publicado por LX Sustentável às 16:37
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