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    Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

    Ainda o post sobre a cidade eco-inteligente de Paredes

    Depois deste post que colocámos hoje de manhã acerca deste assunto, o leitor Nuno Rafael Relvão respondeu às questões colocadas pelo Pedro M.

     

    A excelência e prontidão nas respostas – quer concorde-se ou não com elas – obriga-nos a colocá-las também em destaque.

     

    Confira aqui:

     

    P: O aumento explosivo das populações urbanas é encarado como um facto acrítico e benévolo à partida? Este crescimento está previsto para a Europa ou Ásia?

     

    R: Concordo que a aceitação acrítica do êxodo rural por este projecto é de facto desmotivante.

     

    Penso que grande parte do problema está na continuada distinção entre ambientes urbanos e rurais.

     

    Deveríamos, isso sim, tratar todo o território com um e estabelecer estratégias Urbanas, mas tanto para a Cidade como para o Campo.

     

    O direito à Urbanidade deve ser geral!

     

    Qualquer aglomerado é passível de se tornar imediatamente Urbano se os serviços procurados nas Cidades passarem a ser não-exclusivos.

     

    P: Soa melhor fazer "obra", mas qual é a sustentabilidade de construir uma cidade de raiz quando a área metropolitana do Porto tem milhares de edifícios devolutos ou vazios?    

     

    R: De facto poderá parecer um paradoxo criar Cidade por oposição a requalificar, no entanto, o que para mim é errado é desde logo o próprio modelo actual de Cidade, de massificação de densidade.

     

    Se fossem requalificados esses edifícios e milhares de novas famílias com os seus automóveis fossem habitar no Porto, como se tornariam as dinâmicas sociais? Como se transformaria o tráfego motor? E quanto a empregos?

     

    Não ficaria a cidade saturada? É possível cada vez centralizar mais, adensar mais, "encher" mais? Não transbordará?

     

    Neste aspecto acredito mais em conceitos de cidades satélite.

     

    Mas e os espaços a necessitar de requalificação?

     

    Porque não devolver o espaço aos cidadãos? Estão em mau estado? Quanto custa a requalificação? Porque não antes usar essas zonas para criar novos espaços públicos e parques verdes?

     

    Temos mesmo que continuamente "amontoar" nas cidades?

     

    Assim o local periférico escolhido permite no mínimo descentralizar e relacionar fluxos criando dinâmica no território por oposição à estática das cidades e ao êxodo rural.
     

    publicado por LX Sustentável às 15:47
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    1 comentário:
    De Nuno Rafael Relvão a 9 de Fevereiro de 2010 às 18:05
    Permitam-me agradecer o destaque e os elogios à minha participação.

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