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    Segunda-feira, 1 de Março de 2010

    As megacidades e as urbes pós-crise financeira

    Passou relativamente despercebida a entrevista de Nelson Brissac ao jornal Público. Brissac, especialista em urbanismo da Universidade Católica de São Paulo, esteve em Portugal para participar na conferência Novo Futuro, que se realizou na Fundação Gulbenkian no final da semana passada (como, de resto, já tínhamos feito referência aqui).

     

    Brissac explicou ao jornalista Vítor Belanciano que, para além da escala, uma megacidade difere de uma cidade convencional porque “tende a criar desníveis de desenvolvimento muito acentuados, originando novos fenómenos urbanos”.

     

    “As metrópoles convencionais tendem a ser mais homogéneas. A heterogeneidade é qualquer coisa de marcante em São Paulo ou nas grandes cidades indianas”, referiu.

    O professor falou depois da cidade onde vive, São Paulo, que tem um crescimento urbano “veloz e desordenado”. Para se ter uma ideia deste crescimento, basta perceber que, em 1920, São Paulo tinha 300 mil habitantes e era do tamanho do Porto.

     

    Hoje, a cidade tem 12 milhões de habitantes e a Grande São Paulo chega aos 18 milhões. “Para o Estado é impossível ter um planeamento urbano de longo prazo, porque os fenómenos superam a capacidade de prever e gerir os processos em curso, que têm dinâmicas incontroláveis, exigindo uma nova cultura de administração urbana”, revela.

     

    As cidades brasileiras, continua Nelson Brissac, são fruto de “processo caóticos, construídas em 99% por construtores civis e não por arquitectos”. Por outro lado, acrescenta o especialista, as cidades europeias resgataram o papel da “grande arquitectura a nível cultural e urbano, com projectos de museus ou pontes”.

     

    “A arquitectura começou a ter mais importância do que a arte. Isso não existe no Brasil. As cidades são muito diferentes. O que está a ser gerado lá são fenómenos de outra ordem, alguns deles não acontecem aqui, como o colapso completo do espaço público”, refere.

     

    O responsável falou também no conceito das “cidades criativas”, que estão na agenda dos principais “gestores urbanos” nos Estados Unidos e Europa, e que têm como objectivo estimular a cidade a partir da cultura, do urbanismo e das políticas públicas.

     

    “Sim, é sobrevivência, necessidade, mas é algo que é engendrado também a partir da própria criatividade (…) A minha questão é: o urbanismo e a arte têm respostas para isso? Sabem interagir com esses processos? Contribuem e inspiram esse processo? Qual é a relação que a arte está a ser capaz de criar?”, continuou.

     

    Finalmente, e quando confrontado com a nova cidade pós-crise financeira que está a crescer por todo o mundo– de escala humana, sustentável, com bairros de proximidade e que permitam uma mudança de estilo de vida, aparentemente a antítese da megacidade – Brissac reponde que esta está “mais avançada” na Europa.

     

    “O problema das grandes cidades da América Latina é que não permitem colocar esse tipo de questões. São Paulo não tem suficientes actividades económicas para sustentar a quantidade de pessoas e a infra-estruturas que isso requer”, explica.

     

    E continua. “Há outro leque de questões que têm a ver com as crescentes instabilidades climáticas. Será que não seremos obrigados a reinventar modelos de ocupação urbana em função da sucessão de catástrofes urbanas que estão a ocorrer? O que ocorreu na Madeira é um fenómeno contínuo no Brasil. São questões que exigem soluções radicais”.

     

    E mais ainda: “Este Verão, em São Paulo, verificou-se que uma parte da cidade que era considerada habitável é, afinal, inabitável. Está sempre inundada. Este ano vão ser retiradas e colocadas de lá 300 mil pessoas. É muita gente”.

     

    Pode ler a entrevista, na íntegra, aqui. E, como sempre, esperamos os vossos comentários.

     

    publicado por LX Sustentável às 12:40
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    1 comentário:
    De amigos do concelho de aviz a 1 de Março de 2010 às 15:07

    É em defesa da cultura que convido todos os interessados a participarem nos VIII Jogos Florais de Avis, uma iniciativa dos Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural e cujo regulamento pode ser consultado em: www.aca.com.sapo.pt
    Fernando Máximo

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