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    Quinta-feira, 25 de Março de 2010

    A relação entre a construção de auto-estradas e a perda de população das cidades

    Um dos temas que mais abordámos nos primeiros meses do LXSustentável foi a migração de habitantes do centro de Lisboa para os concelhos vizinhos. Um exemplo: dentro de pouco tempo o concelho de Sintra terá mais residentes que o de Lisboa. Como poderemos mudar esta situação?

     

    Voltamos a este tema porque o site Menos Um Carro publica hoje um texto, baseado num estudo do professor Nathaniel Baum-Snow, que afirma que a cada auto-estrada construíd, uma metrópole perde 18% da sua população.

     

    Mas vamos por partes: Nathaniel Baum-Snow é professor de economia da Brown University, nos Estados Unidos, e defende que a construção de auto-estradas estará a matar lentamente as cidades. Isto porque as auto-estradas ligam as cidades aos subúrbios e levam a que as pessoas possam comprar casas maiores a preços inferiores – e, consequentemente, a deixar as cidades vazias.

     

    “Se o subúrbio A constrói uma auto-estrada para se conectar com o subúrbio B, isso vai afectar a distribuição das viagens automóveis não apenas entre estes dois pontos, mas em toda a região. Se alguém num subúrbio C consegue, através desta auto-estrada, chegar mais rapidamente ao trabalho, vai passar a utiliza-la e enche-la de trânsito”, revela Nathaniel Baum-Snow, citado pelo Menos Um Carro, que por sua vez o citou do site Planetize.

     

    E mais: “Um negócio que esteja situado na baixa de uma cidade também pode dizer: ‘hey, há uma nova infra-estrutura, vamos mudar-nos para ali e temos muito mais espaço para trabalhar, a preços inferiores’. Por isso sempre que uma parte da região muda alguma coisa, [isso] vai sempre afectar a população e emprego em toda a área metropolitana”, explicou o professor ao site Planetize.

     

    Mas isto não quer dizer que as auto-estradas sejam más. Pelo contrário: “Acho que há muitas pessoas beneficiadas com a construção de uma auto-estrada. As pessoas podem viver em casas maiores e têm mais escolhas sobre o local onde irão viver. E as auto-estradas permitem a duas pessoas que vivam na mesma casa deslocarem-se para áreas diferentes todos os dias, por isso é um sentimento misto”, explica.

     

    Este fenómeno, como se pode ver, não é apenas lisboeta. “A densidade populacional nas regiões periféricas subiu muito nos últimos 50 anos, enquanto a população no centro das cidades desceu”, continuou. A verdade é que à medida que os negócios, antes centralizados, se mudam para a periferia por causa das auto-estradas, também as pessoas seguem os seus empregadores.

     

    O perigo? A utilização do veículo individual como único meio de transporte, em prejuízo dos transportes públicos. Daí que o automóvel se tenha transformado numa das principais prioridades das populações dos últimos anos, com todos os problemas associados a esta falta de mobilidade sustentável. Concordam com esta ideia?

    publicado por LX Sustentável às 15:53
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    1 comentário:
    De Carlos a 30 de Março de 2010 às 09:40
    Concordo em pleno. Quanto maior a distância entre a zona onde se reside e o local de trabalho, maior será a tendência para se usar a viatura própria. Pois a probabilidade de obter transportes eficientes que nos façam chegar rapidamente ao trabalho, a casa ou a outros locais é bastante menor.
    Concordaria que ao invés de se construirem mais auto-estradas rodoviárias, passassem a construir auto-estradas ferroviárias. As que temos na região de Lisboa são claramente insuficientes.
    Julgo, também, que a implementação do carro eléctrico em Portugal fará abrandar ainda mais o investimento na ferrovia, caso este último tivesse como principal argumento de desenvolvimento a sua sustentabilidade....

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