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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Marquises de Lisboa com os dias contados?

A notícia surgiu ontem pela pena de Ana Henriques, jornalista do Público. Está em marcha uma campanha para sensibilizar a população para os aspectos (in)estéticos das marquises. A campanha partiu de Luís Mesquita Dias, conta com o apoio do Ministério do Ambiente e estende-se também às caixas de ar condicionado e estendais.


“Choca-me ver o meu país degradar-se. Estamos a hipotecar a nossa paisagem urbana”, explica Mesquita Dias, gestor de empresas que há 12 anos que tem tentado – sem sucesso – sensibilizar todas as câmaras municipais e várias outras entidades para acabar com aquilo que designa de “desordem urbanística”.


A campanha vai ser alicerçada por um spot televisivo, outro de rádio e cartazes nas ruas de Lisboa. O objectivo é desafiar a “impunidade com que se intervém nas fachadas dos prédios” e a “falta de controlo das entidades” responsáveis pela fiscalização.


A campanha tem como slogan “A cidade que temos é a cidade que fazemos” e pretende, dado a impossibilidade de arrancar as centenas de milhares de marquises em Portugal, colocar nelas estores brancos.


“Compreendo a necessidade de espaço das pessoas, mas todos têm o direito a que as cidades não fiquem desfiguradas”, acrescenta, por sua vez, o bastonário dos arquitectos, João Rodeia.
 
A campanha vai arrancar em Lisboa, estender-se ao Porto e, provavelmente, a outras cidades. Apesar de ser um tema que passa um pouco ao lado dos que temos referido aqui, não resistimos a colocá-lo para debate. Qual a sua opinião sobre este tema? Pró ou anti-marquise?

publicado por LX Sustentável às 09:39
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4 comentários:
De Carlos Figueira a 31 de Agosto de 2009 às 07:15
Impressiona-me a displicência como se permite na actualidade que se continuem a fazer alterações nas fachadas dos prédios de Lisboa, de forma tão impune.
A questão das marquises, porventura uma moda iniciada nos anos 80 como forma de solucionar a falta de espaço interior das casas, sacrificando-se a vantagem de um espaço exterior por um espaço fechado. Para além do terrível impacto estético há a falta de ambiente exterior em casa, impacto psicológico. A regulamentação desta questão requer vontade política. Se existe um código de regulamento de condomínio que não permite alterações às fachadas e se este é continua e diariamente desrespeitado, necessita-se de punição dos infractores, ou de legislação que a polícia municipal possa por em prática. Afinal está a permitir-se alterar obras de arquitectura, nalguns casos mais recentes, impunemente.
Por outro lado, há a questão dos aparelhos exteriores de ar-condicionado e as perturbantes calhas técnicas. Aqui um problema que começa pelos próprios arquitectos que, regra geral, não prevêem a normal necessidade de equipar previamente os prédios com essas tecnologias, ou pelo menos com o local onde a ser necessário se instalariam tais equipamentos. Há algumas soluções arquitectónicas muito bem concebidas, mas de resto a cidade é um estendal de aparelhos de ar-condicionado e calhas técnicas a tapar as tubagens destes.
Finalmente, e aqui com grande responsabilidade também das operadores de TV, a proliferação das antenas parabólicas, empoleiradas em qualquer parede, janela, varanda, muitas vezes mais do que uma por fogo.
Urge apresentarem-se resoluções que possam ser controladas pelas entidades competentes para tal. Urge fazerem-se campanhas de sensibilização estética e arquitectónica para os cidadãos, afinal está provado que o sentido estético também se desenvolve, basta trabalhar-se nesse sentido, é uma questão cultural e de civismo.
É imprescindível que, sem usurpar a liberdade individual de cada um, se possa também respeitar a liberdade colectiva. Afinal, trata-se de poluição visual e isso afecta a todos, quer nos apercebamos quer não.
De Vitor Correia a 2 de Setembro de 2009 às 23:11
O assunto é complexo... Para já, só me apetece perguntar: "revestir" tudo a estores brancos não poderá ser também outra forma de poluição visual? e, já agora, quem paga???
De Carlos Figueira a 3 de Setembro de 2009 às 11:44
Mexer no que está feito no passado será na prática impossível.
O que me parece lícito é garantir que, a partir de determinada data, obrigatoriamente futura, existam mecanismos que permitam agir sobre o que se faz, que a Polícia Municipal possa actuar, que existam coimas para quem infrinja as regras e que existam os meios legais de fazer repor a situação original.
De carlos a 5 de Setembro de 2009 às 14:20
è uma boa ideia sim senhor, porém acho que arquitectos e construtores deviam antes demais e nos projectos que fazem, ter em atenção que as casas devem ser pensadas para terem: arrecadações, garagens e um espaço para secar roupa (espaço este que deverá ser camuflado).
Porém o que acontece é que não existem quer arrecadações, quer garagens destinadas por apartamento - o preço final deverá sempre e obrigatóriamente englobar estes dois itens, deverão ser inseparaveis e deve de deixar de existir a especulação que tem acontecido aquando da venda dos apartamentos em que colocam mais x por garagem ou arrecadação. Depois então sim as marquises desaparecerão.

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