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Gestão sustentável de resíduos em Lisboa

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Água: Lisboa em 24º lugar no ranking do Economist

O baixo preço da água em Lisboa encoraja o seu uso ineficiente. Esta é a mais importante conclusão do estudo que a Economist Intelligence Unit compilou para a Siemens e que há uma semana estamos aqui a analisar mais profundamente. Assim, nesta categoria Lisboa ficou em 24º lugar – em 30 possíveis – um resultado que deve muito às “rupturas no sistema de abastecimento”.

 

No total, Lisboa conseguiu apenas 5.42 pontos – em dez possíveis. A melhor pontuação arrecadou 9.21 pontos, e a média europeia ficou-se pelos 6.95. Uma das mais altas de todas as categorias, diga-se.

 

Para a análise global dos dados foram tidos em conta quatro indicadores, cada um valendo 25% para a nota final: consumo de água; sistema de rupturas de água; tratamento de resíduos de água e políticas de eficiência e tratamento da água.

 

Assim, e ainda que o consumo de água em Lisboa seja menor que na média das outras cidades (87.12 metros cúbicos por habitante contra 105.43 nas outras cidades), a percentagem de rupturas no sistema de abastecimento, em Lisboa, é quase o dobro da média europeia (45, 96% contra 22,63%).

 

Segundo explica o Economist na sua análise global, Lisboa tem um resultado pior que as outras cidades europeias nesta categoria – incluindo cidades com rendimentos médios e temperaturas elevadas, como Atenas e Madrid.

 

“Embora a cidade esteja na 16ª posição em termos de consumo de água, com 87 metros cúbicos per capita, os aspectos qualitativos da gestão da água não se revelam tão bons”, explica o Economist.

 

E começa com as críticas: “O pior aspecto são as perdas de água – na ordem dos 46% - devido a rupturas no sistema de abastecimento. A cidade trata a maioria das suas águas residuais, mas cerca de 21 milhões de metros cúbicos de esgoto, originados por cerca de 100 mil habitantes, não eram tratados em 2004”, revela o estudo.

 

O estudo fala ainda de “políticas quase inexistentes de eficiência em relação à água, apesar de campanhas pontuais, assentes no envio de panfletos para casa dos consumidores”. E agora vem a crítica que puxámos para o início do artigo: “O preço da água também é baixo, o que encoraja o seu uso ineficiente”.

 

Na área das iniciativas, o Economist destaca o objectivo de reduzir as fugas de água em 15,6% até 2013, a própria redução do consumo de água em 7,8% no mesmo período de tempo e a utilização de água reciclada para limpar ruas e espaços verdes – iniciativa que arrancou este ano.

 

Amanhã vamos falar de lixo e uso do solo, uma categoria em que Lisboa se ficou pelo 22º lugar. E continuamos, claro, à espera dos vossos comentários.

publicado por LX Sustentável às 11:05
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