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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Uma visão um pouco mais complexa de Copenhaga

É um facto: nos últimos meses temos falado bastante de Bjorn Lomborg e das suas teorias e críticas sobre a questão das alterações climáticas. É algo que não negamos mas, é bom salvaguardar, não estamos a fazer mais do que todos os media globais de topo têm feito: dar tempo de antena ao investigador dinamarquês.

 

Hoje vamos abordar aqui um texto de Bjorn Lomborg para o Project Syndicate – publicado em Portugal no Jornal de Negócios no dia 26 de Janeiro.

 

O artigo chama-se “Dois brindes à obstrução climática chinesa” e explica, segundo a visão de Lomborg, as razões pelas quais a China não está particularmente efusiva em reduzir as emissões de carbono nos próximos anos. Mais importante, explica por que a própria China tem razão ao tomar esta posição.

 

De acordo com o autor e investigador, à China não interessa cortar nas emissões de carbono porque ela “não está disposta a fazer o quer que seja que interrompa o crescimento económico que permitiu a milhões de chineses saírem da pobreza”.

 

“Nos próximos seis meses” – avança o dinamarquês – “um quarto dos jovens chineses tem intenção de comprar novos carros – principal fonte de poluição do ar urbano. Este valor representa um crescimento de 65% face ao ano passado”, continua.

 

Mas os jovens chineses estão conscientes para este facto. A questão é que eles só apoiarão as políticas ambientais se estas continuarem a melhorar os seus padrões de vida – incluindo comprarem carros novos.

 

E então o que fazer? Continuar a bater na tecla da redução das emissões de carbono ou, por alternativa, por exemplo, fazer um esforço para produzir energia verde mais barata e de uso mais generalizado?

 

“Um acordo global que leve os países a gastarem 0,2% do PIB para desenvolverem energias sem emissão de carbono iria aumentar em 50 vezes os actuais gastos e seria, ainda assim, muito mais barato do que um acordo global de redução de emissões”, continua Lomborg.

 

Essa é a verdade. Não podemos obrigar a China a tomar medidas que ela não quer tomar. Aliás, é compreensível a visão do gigante asiático. Cerca de 97% da energia da China resulta de combustíveis fósseis e de biomassa.

 

Tentar reduzir as emissões de carbono “de forma drástica no curto prazo seria particularmente prejudicial porque não é possível para a indústria e para os consumidores substituir os combustíveis fósseis por energia alternativa e barata”.

 

A China, por isso, está só a proteger a sua economia, diz Lomborg. “Não podemos obrigar a China e outras nações em desenvolvimento a aceitarem reduções de emissões caras e ineficazes", afirma. 

 

"Em vez de esperarem poder superar as suas resistências impossíveis com manobras políticas, os líderes dos países desenvolvidos precisam de optar por uma estratégia que seja, ao mesmo tempo, viável e eficaz”, conclui Lomborg. Uma visão diferente da questão das alterações climáticas. Mas que, de facto, faz bastante sentido.

 
 

publicado por LX Sustentável às 16:56
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