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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

E agora um tema polémico: o mercado de créditos de carbono

Sabemos que o tema do mercado de créditos de carbono não colhe muita simpatia pela maioria dos leitores do LXSustentável – ou, pelo menos, naqueles que costumam comentar as nossas notícias – mas hoje vamos promover a discussão. E com exemplos.

 

Isto porque na última terça-feira o Financial Times publicou um artigo sobre como uma família norte-americana – Tami e Randy Wilson – conseguiu receber 15,6 euros pelas suas recentes poupanças de energia.

 

A história conta-se em dois parágrafos. O jovem casal da Pensilvânia inscreveu-se no site MyEmissionsExchange e começou a trabalhar para reduzir as emissões de carbono: deixou de utilizar a cama de água aquecida do seu filho, passou a desligar – mesmo – todos os equipamentos domésticos (e não colocá-los em stand by), mudou para lâmpadas mais eficientes, deixou de utilizar o secador de roupa e, last but not least, investiu 42 mil euros em painéis solares.

 

Quando a factura da electricidade chegou a zeros, Tami e Randy Wilson comunicaram o feito ao MyEmissionsExchange e ganharam um crédito de carbono – que venderam à Molten Metal Equipment, empresa do Ohio, pelos tais 15,6 euros. A MyEmissionsExchange, por seu lado, ficou com uma comissão de 20%.

 

O objectivo da MyEmissionsExchange, segundo citado pelo Financial Times, será levar as pessoas – ou empresas – a pouparem energia. Com o bónus de que, para isso, até lucrariam. Paralelamente, também as empresas deverão invistir neste mercado, reduzindo a pegada ecológica e ajudando a expandir os esforços dos primeiros. Mas será mesmo assim?

 

“Esta é uma boa forma de chamar a atenção e mobilizar as pessoas para actuarem de forma personalizada contra as alterações climáticas”, explica o director da consultora Arthur D. Little, Davide Vassallo.

 

Por sua vez o presidente da Molten Metal Equipment Innovations, Paul Cooper, realçou que a empresa vai continuar a comprar créditos de carbono – caso estes existirem – uma vez que apoia a “conservação da energia”. “Sem as empresas, este projecto não arranca”, explicou.

 

Pode saber mais da MyEmissionsExchage neste vídeo do Youtube.

 

E o leitor, o que acha deste mercado? Este intecâmbio é positivo ou negativo? Ou neutro? Ajuda mesmo a reduzir as emissões de carbono?  E será que chama verdadeiramente a atenção para a questão das alterações climáticas – ou é mais um negócio como todos os outros?

 

publicado por LX Sustentável às 17:03
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