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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Cidades: de mega para meta

O futuro das cidades é o tema de uma reportagem especial do Financial Times. Não é de admirar, este é um dos temas do momento da sociedade e os grandes jornais, como não poderia deixar de ser, estão "em cima" dele.

 

Antes de continuarmos, pode aceder aqui a toda a informação que o conceituado jornal britânico dedica a este tema.

 

Pesadelos anárquicos ou celebrações de densidade? Estas são apenas duas das definições que o FT identifica para as cidades de amanhã. Muito pessimismo? Talvez, mas vamos por partes.

 

Segundo o artigo de Edwin Heathcote, em 1950 existiam apenas duas megacidades, Londres e Nova Iorque, ambas com populações acima dos oito milhões de habitantes.

 

Uma década depois juntou-se a capital nipónica, Tóquio, que formou com Londres e Nova Iorque uma espécie de trio das “cidades globais”, poderosas não apenas por serem enormes mas também por serem fortes centros económicos.

 

Passados 50 anos, Tóquio continua no topo das maiores cidades do mundo, enquanto Nova Iorque e Londres mal conseguem chegar ao top 10... Hoje, para chegar ao top 10, uma cidade tem que ter mais de 20 milhões de habitantes.

 

Estas são, segundo o FT, as novas cidades – as metacidades. Tóquio já é uma metacidade. Bombaim (Índia), Xangai (China), Jacarta (Indonésia), Pequim (China), Karachi (Paquistão), na Ásia, São Paulo (Brasil) e Cidade do México, na América do Sul, e Lagos (Nigéria), em África, estão bem situadas para o ser no curto prazo.

 

No entanto, se Tóquio é uma cidade “high-tech, consumista, densa e intensa, mas que ainda se mantém civilizada, bem educada e eficiente", Lagos é um "pesadelo urbano". Uma cidade "sem estruturas, infra-estruturas ou provisões sociais". Segundo o arquitecto holandês Rem Koolhaas, cuja opinião também é citada pelo FT, a cidade do futuro terá mais a ver com Lagos que com Tóquio. Um sítio onde a vida passa “à margem” e onde os cidadãos terão de trabalhar para encontrar o seu nicho numa cidade que não se preocupa. (nem com eles nem com nada).

 

(Convém dizer, porém, que o arquitecto holandês não é tão pessimista com o actual estado de Lagos quanto o FT…).

 

Vale a pena ler o artigo todo e descobrir também porque razão as economias emergentes estão olhar para a forma como a cidade de Los Angeles tem crescido – assim como toda a Califórnia, com a separação entre as zonas comerciais, residenciais e industriais – como uma inspiração para as suas próprias cidades…

 

Como diz o FT, as cidades passarão de mega para meta (gigantes, viradas para si próprias e em permanente mudança). Será?

publicado por LX Sustentável às 15:57
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